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17.08.20
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Qual é a melhor maneira de os data centers incorporarem a eficiência energética na estratégia de seus negócios?
Fonte: DatacenterDynamics - 14.08.2020
Brasil - A eficiência energética é o “termo chave” para qualquer tipo de operação a ser realizada nos dias de hoje. Seja na indústria de data center, como nas demais áreas. Atualmente é uma preocupação crucial de todas empresas no mundo globalizado, na vertente de ações para redução das emissões de gases do efeito estufa. E isso passa inevitavelmente pela questão da otimização de utilização dos insumos de energia elétrica. “Nós entendemos que o conceito de eficiência energética engloba tanto a redução dos indicadores de consumo energético para uma mesma aplicação final, bem como a adoção de fontes de energia consideradas limpas”, afirma o engenheiro eletricista da GPS Engenharia, Gustavo Branco, ressaltando que a eficiência energética contribui nas ações de sustentabilidade e diretamente na redução do PUE (Power Usage Effectiveness), que por si só já é um parâmetro que sofre influência de toda infraestrutura elétrica de instalação.

“A implementação ideal deve ser na fase inicial de concepção de um projeto de data center. A adoção de premissas como o selo de certificação LEED na fase inicial é um bom exemplo. Porém, na maioria dos casos você tem um data center em operação sem a implantação destas diretrizes, e daí é necessária a realização de todo um diagnóstico energético para identificar os possíveis pontos de melhoria, seja nas cargas de Power conectadas em sistemas UPS, retificadores e eficiência da parte termal”, pontua ele, acrescentando que é importante dispor de recursos energéticos limpos através de uma implantação de parte da demanda energética através de fontes limpas, em função da região em que se localiza o data center.

“No Brasil, a fonte energética mais usual e propícia para grande parte das localidades que possui data center é a fotovoltaica. Outra opção seria através da contratação de energia através do mercado livre, tendo foco principalmente nas fontes incentivadas, limpas e renováveis”, completa. Em entrevista, o especialista, aponta outras iniciativas que devem ser aplicadas em prol da eficiência energética em data centers. Leia a seguir.

DCD: Como a indústria de data center deve responder à crise climática global?

Gustavo Branco: Como consumidores classificados como um grande bloco de consumo energético as empresas devem considerar a implantação de boas práticas de eficiência energética delineadas nos órgãos de certificação, como o selo LEED, por exemplo. Claro que em edificações existentes a implantação de todas diretrizes é uma tarefa bastante difícil e onerosa, uma vez que poderá impactar não somente na necessidade de retrofit de equipamentos e reprojeto da instalação, mas toda concepção arquitetônica e civil da edificação. Nestas situações seria mais interessante avaliar cada caso específico, porém a redução de consumo energético e a escolha da matriz energética a partir de fontes limpas pode ser uma tarefa tangível para a maioria dos casos. Neste sentido, vejo que a indústria de data center já estaria contribuindo para a crise climática global, bem como na sua própria redução de custos, uma vez que o ROI (Return on Investiment) em muitos casos já está bastante atrativo. Sobretudo para estas últimas ações que citei na parte energética.

DCD: É possível "descarbonizar" nossa infraestrutura digital a tempo de causar algum impacto?

G. B.: Eu acredito que sim, com uma vasta possibilidade de implantação de soluções verdes nesta vertente, acredito que podemos impactar sim no curto prazo e até de imediato. Um procedimento relativamente simples seria optar, por exemplo, por uma compra de energia proveniente de uma fonte de energia limpa. Isto seria possível através da adesão ao mercado livre ou implantação local e/ou remota de uma usina de minigeração, seja fotovoltaica ou eólica. Outra ação seria, por exemplo, o incentivo de utilização de carros elétricos através da disponibilização de estações de recarga para a frota própria da empresa, visitantes e demais. Neste caso provavelmente estaríamos lidando com aumento do consumo energético, porém aplicando o conceito de descarbonização, pois estaríamos reduzindo a emissão de gases do efeito estufa.

DCD: Nos data centers que você já atuou, qual é o grau de ociosidade das fontes de energia e climatização?

G. B.: No geral, nas instalações em que já trabalhei e visitei, é muito comum existir um sobredimensionamento e baixa taxa de utilização das fontes de energia, sistemas de climatização e da estrutura como um todo, de Power e Thermal. Isso não é uma situação que acontece apenas na área de data center. É uma questão generalizada no âmbito industrial. Entendo que o sobredimensionamento dos dispositivos gera aumento da confiabilidade, pelo fato dos componentes eletroeletrônicos não operarem no limite térmico. No entanto, observamos nos catálogos dos fabricantes que estes dispositivos não estarão trabalhando num modo de maior eficiência energética. Isto de certa forma seria uma operação ineficiente com perdas que contribuem para ineficiência dos sites. A gente não pode confundir esta questão com o conceito de redundância. São situações em que já se verifica a existência de componentes harmônicos em toda instalação elétrica. Daí, às vezes nos deparamos com o seguinte questionamento: Mas as UPS e retificadores e outros dispositivos possuem estágios de correção do fator de potência e baixo conteúdo harmônico?

Sim, consultando estes dispositivos, os mesmos dispõem desta tecnologia, porém para condições de operação nominais. Ou seja, cargas próximas dos valores nominais do equipamento. Quando isso não é seguido nos deparamos com a presença de harmônicos contribuindo para uma maior perda nos transformadores e condutores. Sobretudo no lado CA. Além disso, começam a aparecer problemas de qualidade de energia interno através de oscilações em todo sistema elétrico que são constatadas.

DCD: Existe uma avaliação de quanto isto custa em termos de perda de eficiência? Isto é medido?

G. B.: Particularmente acredito que não é contabilizado no dia a dia da operação e segmento de projetos, devido ao foco muitas vezes não ser a questão da eficiência energética e sim manter a estrutura funcional e operacional. Tais valores podem ser estimados pelos parâmetros de carga dos equipamentos, em comparação com os valores dos catálogos dos fabricantes. Com isto, seria possível realizar estimativas financeiras de um possível valor de perdas. Com a utilização de um bom sistema supervisório com monitoramento energético setorizado, incluindo o monitoramento de parâmetros de qualidade de energia como, por exemplo, os harmônicos. Podemos identificar e definir estratégias de mitigação desse problema, que pode resultar em custos consideráveis de, por exemplo: remanejamento de cargas, instalação de filtros passivos e ativos para atacar os problemas referentes aos harmônicos.

Também pode ser considerado o retrofit tecnológico com um dimensionamento mais adequado à realidade daquele cliente. O que acontece muitas vezes é que a estrutura já está dimensionada também para escalabilidade, que em determinadas situações pode não vir. No final, tudo está relacionado a um bom planejamento e, se for o caso, também pode ser cogitada a utilização de soluções modulares, por exemplo.

DCD: As empresas têm interesse em mostrar ao mercado uma imagem de eficientes energeticamente ou têm um real compromisso com a eficiência energética?

G. B.: Na minha concepção, acredito que esta questão da imagem de alta eficiência energética, ou algo parecido como solução “verde”/sustentável, tem se acentuado bastante nos últimos tempos. Acredito que no exterior já é uma realidade muito forte. Mas aqui no Brasil os custos iniciais para implementação de uma solução de um data center nestes moldes são bastante onerosos. Claro que algumas soluções até já abordadas anteriormente nas respostas são altamente vantajosas e com ROI bastante favorável. Porém, a certificação de um data center nos moldes do selo LEED, com alto impacto é muito cara. De repente, no futuro, partirá do próprio usuário, a escolha de uma empresa que siga estas diretrizes. Vocês imaginam a partir de uma conexão de notebook e/ou smartphone o usuário obter informações a respeito do provedor que está conectando; se eles estão desenvolvendo estes processos de eficiência energética evitando a emissão de várias toneladas de gases do efeito estufa na atmosfera. Isto tem que ficar mais transparente para o usuário não somente com a disponibilização de um bom serviço de conexão/baixa latência, mas divulgando também estas ações. Hoje, já existem vários segmentos de empresa e/ou mesmo usuários que valorizam bastante este tipo de comportamento e/ou prática.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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