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16.04.18
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Energia solar cresce 407% em um ano no Brasil impulsionada por painéis em residências
Fonte: Estadão.com - 13.04.2018
São Paulo - Globalmente, o investimento em energia solar bateu recorde no ano passado: 18% a mais do que no ano anterior e recebeu mais investimentos do que qualquer outro tipo de fonte energética, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Foram mais de US$ 160,8 bilhões de recursos, segundo o relatório da organização, publicado em abril deste ano.

O Brasil é um dos países que têm uma incidência solar de 5,4 quilowatt-hora/metro quadrado – mais do que Estados Unidos, China e Alemanha, por exemplo. No entanto, em termos de capacidade instalada de geração fotovoltaica, o Brasil tem apenas um gigawatts. A China, por exemplo, tem 130 gigawatts. No entanto, o cenário parece estar se revertendo. Em 2016, o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação ao ano anterior, segundo dados da Aneel. A expansão acentuada aconteceu principalmente em residências (80%). Para 2024, o órgão estipula que serão 886,7 mil unidades consumidoras que receberão créditos dessa energia, totalizando uma potência instalada de aproximadamente 3,2 GW.

O crescimento é justificado principalmente pelo barateamento dos painéis. Não por acaso, diversas companhias do setor estão investindo na área. Um desses exemplos é a distribuidora Celesc. Com o Projeto Bônus Fotovoltaico, a empresa contemplou 1250 residências no estado de Santa Catarina com um subsídio parcial para a instalação de sistemas fotovoltaicos. A ideia do projeto, como explica Marco Aurélio Gianesini, gerente do Departamento de Engenharia e Planejamento do Sistema Elétrico, era reduzir o consumo de energia elétrica dos consumidores, ampliar a utilização de energia renovável e criar expertise em um novo mercado que está se fortalecendo.

“Para a distribuidora, precisávamos aprender um pouco da tecnologia, do ponto de vista operacional, dialoga com nossos valores de sustentabilidade e também dá oportunidade de criação de novos negócios. Esse mercado vai crescer muito nos próximos 10 e 15 anos, e temos interesse em conhecer a fundo”, relata.

Com o subsídio, os preços do sistema, que geralmente giram em torno de R$ 20 mil, caíram para R$ 6,68 mil para cada consumidor. No total, o investimento chegou a R$ 17 milhões – R$ 11,3 milhões provenientes do Programa de Eficiência Energética da ANEEL/Celesc. As instalações começaram em abril de 2017 e foram finalizadas oito meses depois, sendo constantemente monitoradas pela Celesc e pela empresa contratada para o projeto, a Engie.

“Quando fazemos um cálculo rápido de viabilidade para o consumidor que pagou esse sistema, olhando a quantia de energia que vai gerar de crédito [na conta de luz], o que significa a redução da fatura, o investimento é compensado em três anos. E o equipamento tem vida útil de 25 anos: ou seja, por 22 anos, eles apenas usufrui dos benefícios”, exemplifica.

Algo que surpreendeu o gerente foi o engajamento e interesse das pessoas em instalar os painéis. Inicialmente, o plano era subsidiar mil sistemas – no entanto, a empresa teve que fechar as inscrições em cinco dias, porque mais de 12 mil pessoas já tinham pedido o auxílio. Em Florianópolis, por exemplo, os 200 equipamentos disponíveis se esgotaram em apenas sete minutos – o que demonstra, para Gianesini, o sucesso do projeto e da campanha. “O legal é que várias distribuidoras gostaram do modelo que aplicamos e estão replicando isso”, comemora.

Sol gerando energia em moradias populares

Dentro do Comitê de Inovação e Sustentabilidade da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) também surgiu a discussão de usar o sol como fonte energética. Como o foco da empresa é a construção de moradias de interesse social, atendendo predominante famílias com renda entre um e três salários mínimos, a grande vantagem do projeto, é justamente o impacto na conta de energia dos mutuários, como relata o superintendente de Orçamento, Programação e Controle da organização, Silvio Vasconcellos.

“Isso tem impacto direto no que chamamos de ‘custo de morar’. Temos que ter uma casa que não dê custos altos de manutenção e que seja sustentável, com esquemas de gastar pouca água, com uso racional de energia. Os resultados de pilotos são extremamente satisfatórios. O que tem acontecido é que o consumo tem se mantido nos padrões anteriores, e isso significa redução nas contas”, explica.

A ideia é também implementar os sistemas nas Unidades Habitacionais entregues entre 2011 e 2016 (51 mil unidades) e também nos empreendimentos novos a serem construídos pela CDHU. Vasconcellos lembra que o projeto teve um impacto muito além da questão energética: mexeu também com os processos de produção e construção da empresa, fazendo com que ela busque processos mais sustentáveis, com menos uso de água, menos geração de entulho, por exemplo. “Durante a construção dos próximos empreendimentos, esses equipamentos [solares] serão instaladas nos canteiros de obra, produzindo energia para a construção. Ou seja, não mexe só no resultado final, que é a casa: mexe com o processo de produção. Estou fazendo uma construção mais sustentável também”, exemplifica.

Vasconcellos acredita que instalar um equipamento de tecnologia de ponta em camadas de baixa renda aumenta a capacidade de difundir a informação e também de acelerar a queda de preços. O diagnóstico do especialista é que, apesar da disponibilidade da tecnologia, ela estava concentrada nos nichos comerciais, industriais e também nas habitações de padrão elevado, concentrada nas classes mais privilegiadas. “É uma introdução de tecnologia de baixo pra cima e com certeza vai causar uma popularização no mercado”, relata.

O executivo acredita que a instalação de painéis em construções de classe média é uma “questão de tempo” por conta dos benefícios, ainda mais com a perspectiva de queda de preço. Além disso, com a popularização desses novos sistemas, novos empregos serão gerados, cada vez mais especializados em uma energia limpa e renovável. As iniciativas da Celesc e da CDHU receberam o Prêmio Eco de Sustentabilidade da Amcham no ano passado.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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