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13.08.19
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Falta de eficiência energética consome até 10% do faturamento
Fonte: Folha de Londrina - 13.08.2019
Paraná - A crise econômica brasileira criou no industrial a necessidade de cortar gastos para aumentar a competitividade, o que gerou interesse maior por linhas de crédito para eficiência energética, segundo a Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). Esse custo chega a 10% do faturamento no setor, o que fez com que o NAC/PR (Núcleo de Acesso ao Crédito do Paraná) e o Conselho Temático de Energia da entidade promovessem, em Londrina e Arapongas, dois workshops com empresários interessados em saber mais sobre possibilidades e financiamentos para geração ou substituição de equipamentos.

A energia é um dos principais insumos na indústria de transformação, com impacto significativo em segmentos como o de madeira, metalurgia, produtos têxteis e minerais não metálicos. Por isso, muitas empresas passaram a adotar a geração própria por meio de painéis fotovoltaicos, por exemplo, ou a troca de equipamentos ou mesmo lâmpadas para reduzir custos.

O problema é que falta informação aos industriais em geral, que podem obter linhas de crédito subsidiadas, com taxas de juros que começam em 0,33% ao mês e prazos de pagamento que vão de cinco a 20 anos, diz o responsável pelo NAC da Fiep, João Baptista. “O empresário tem essa demanda grande por energia e, ao mesmo tempo, temos o governo incentivando as empresas a montarem o próprio projeto de eficiência energética”, cita.

Além de representantes da Fiep, os participantes acompanharam palestras com agentes financeiros do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Sul do País) e da Fomento Paraná. Baptista considera que, de acordo com o porte da empresa e o tamanho do projeto, é possível até economizar já a partir da implantação do projeto. “Se pegarmos um industrial, pode ser da panificação ou de plástico, ele pode produzir energia, zerar essa conta para pagar somente a taxa mínima da Copel e abater com uma prestação até menor, por exemplo, com carência e prazos alongados”, exemplifica.

Ele lembra que até micro e pequenas empresas têm condições de obter financiamentos, com carência que vai de seis meses a dois anos. “Tivemos no evento a presença de um representange da Weg [Motores], que mostrou que a simples troca por motores mais modernos já se paga”, diz Baptista.

Segundo estudo da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), a média de idade de motores elétricos no setor é de 17 anos e há possibilidade de obter linhas também para a troca. “Tivemos mudanças tecnológicas nos últimos anos e o Brasil terá de enquadrar a partir de 2020 em uma legislação que existe desde 2005 e obriga o fabricante a oferecer motor com eficiência maior, que produz a mesma coisa e gasta menos”, conta o coordenador do Conselho Temático de Energia da Fiep, o engenheiro eletricista Rui Londoro Benetti.

Apesar dos percalços da crise, Baptista lembra que existem formas de superar obstáculos e que a Fiep oferece toda a assessoria na formatação do projeto. Ele cita que nem todos estão com as contas em dia e que há necessidade de garantias, mas que há a possibilidade de ter apoio de sociedades garantidoras de crédito e de fundos garantidores de investimento.

RECURSOS DA EUROPA

O empresário Leopoldo Pegoraro, da indústria de geradores de energia em Londrina Leão Energia, foi ao evento em Londrina porque oferece empreendimentos de geração a partir de biogás, para suinocultores. “Às vezes não temos noção, mas uma coisa que me chamou a atenção foi que há recursos que vêm da Europa e outros, especificamente, da França, que se encaixam bem nos projetos que temos feito e que podemos oferecer”, diz.

Pegoraro considera as linhas ofertadas muito interessantes. “A partir de 3,8% ao ano é um dinheiro 'de graça', subsidiado, que vai render ao menos 15% em uma operação de geração de energia.”

Os workshops da Fiep são promovidos nas 12 unidades da Casa da Indústria. Os próximos eventos serão nesta quarta-feira (14), em Maringá, na próxima terça (20), em Cascavel, e no dia 27, em Curitiba. Baptista afirma que mais informações podem ser obtidas nas redes sociais do NAC/PR, no endereço eletrônico fiepr.org.br/credito, pelo telefone (41) 3271-9082 ou pelo e-mail nacpr@sistemafiep.ogr.br . O serviço é gratuito aos empresários do setor.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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