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02.09.20
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Agronegócio no Brasil: em busca da modernização
Fonte: Além da Energia - 01.09.2020
Brasil - Considerado como um setor tradicional, pouco flexível às mudanças, o agronegócio brasileiro vem passando por um processo de reformulação, em busca da modernização. A afirmação é de Anderson Galvão, CEO da Céleres, consultoria especializada na análise de agronegócios. "Você vê hoje um movimento cada vez mais intenso de uso de novas tecnologias na agricultura, equipamentos modernos, soluções energéticas mais eficientes ", afirma, em entrevista exclusiva para o site Além da Energia.

Nesse cenário, segundo Anderson, o Brasil tem potencial para se tornar não apenas um dos maiores produtores de alimentos, mas um dos maiores mercados para a agricultura digital.

Qual a importância do agronegócio hoje para a economia brasileira? Temos um horizonte favorável ainda que considerando a pandemia?

O setor agrícola no Brasil, ao longo das últimas décadas, se transformou em um dos setores mais dinâmicos e eficientes da economia brasileira, com ganhos reais de produtividade, que, por sua vez, se traduzem na altíssima competitividade que a agricultura nacional tem hoje nos mais diferentes produtos. O setor cresceu todos os anos, na última década. No primeiro semestre deste ano, tivemos recordes de exportação de produtos agrícolas, enquanto outros setores tiveram uma queda muito forte.

O setor é considerado, por alguns especialistas, como um setor tradicional, pouco flexível às mudanças. No entanto, o segmento parece passar, hoje, por uma reformulação, em busca da modernização, no país?

Sim. Você vê hoje um movimento cada vez mais intenso de uso de novas tecnologias na agricultura, equipamentos modernos, soluções energéticas mais eficientes. O tamanho médio das máquinas agrícolas vem crescendo, o que se traduz em maior eficiência operacional. Além disso, essas máquinas agrícolas estão cada vez mais conectadas e ligadas à Internet das Coisas, que já é uma realidade no setor agrícola, uma tendência de uso crescente.

No que diz respeito às soluções energéticas mais eficientes, começamos a ver a adoção da energia solar como fonte de energia alternativa nas propriedades rurais. O biogás também vem sendo utilizado, mas a busca hoje é predominantemente pela energia solar, que vem reduzindo o custo da operação e trazendo competitividade para essas fazendas. É crescente também o uso de internet nas fazendas. Então, sim, o setor agrícola está em processo de modernização.

Temas atuais no mundo como Agricultura Digital (4.0) e fazendas urbanas já são uma realidade no Brasil?

O tema da agricultura 4.0, sim, é uma realidade. Em meio à necessidade de aumentar a produção de alimentos para alimentar uma população global crescente, a tecnologia é a quarta onda de revolução agrícola, com o uso de tecnologias de agricultura de precisão, incluindo drones, imagens de satélite e big data, continua a crescer.

O tema das fazendas urbanas é mais incipiente, temos ainda poucos projetos no Brasil, mas é algo que faz todo sentido para o país, à medida que vai se aperfeiçoando o modelo das fazendas in house, próximas aos grandes centros urbanos.

Qual o peso do custo da energia para o setor de agronegócios?

O custo varia de acordo com o segmento dentro da cadeia de agronegócios. Na fazenda, propriamente dita, o peso já não é tão grande. Nesse caso, pesa mais o custo do combustível que está movendo o maquinário. Mas em alguns segmentos, por exemplo, frigoríficos, indústria de processamento de alimentos ou na indústria de processamento agrícola, o custo da energia é bastante relevante. Nesses, um caminho que vem sendo utilizado são os projetos de coenergia. Numa indústria frigorífica, você tem uma série de integrações com a indústria de cogeração e geração de biodiesel. O setor de aves e suínos, por sua vez, vem aumentando seus parques solares.

Transição energética já é um tema em debate no setor?

É um foco, mas dada a característica da matriz energética do parque de máquinas, baseado em combustíveis fósseis, é ainda um movimento pequeno. No ano passado, elaboramos um trabalho para a Engie, e um dos principais destaques foi a rápida digitalização dos campos. Hoje o setor agrícola não vende sem emitir uma nota fiscal eletrônica. Um segundo ponto, consequência da conectividade e do volume de dados, é que o setor começa a fazer uso de tecnologias de armazenamento como o big data. Há ainda uma combinação de vários outros fatores, um maior movimento de automação. Dentro desse panorama, o Brasil tem potencial para se tornar não apenas um dos maiores produtores de alimentos, mas um dos maiores mercados para a agricultura digital.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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