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05.12.17
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Celesc abre chamada pública para financiar projetos em P&D e em Eficiência Energética
Fonte: Celesc - 01.12.2017
Para estimular a participação da sociedade no desenvolvimento de projetos nas áreas de pesquisa e desenvolvimento e de eficiência energética, a Celesc está com chamadas públicas abertas para iniciativas nessas áreas. Nos últimos anos, a Empresa vem investindo cerca de R$ 60 milhões nos dois programas que, pela primeira vez, tem inscrições realizadas integralmente via internet e dispensam apresentação de documentos físicos. Os interessados têm até o dia 5 de janeiro de 2018 para inscrever os projetos de P&D, no site http://gestaoped.celesc.com.br e até o dia 12 de janeiro de 2018 para inscrições voltadas à eficiência energética, no site http://site.celesc.com.br/peecelesc/index.php/chamadas-publicas.

Projetos ligados à área de Pesquisa e Desenvolvimento devem ser voltados ao setor de distribuição de energia elétrica, como temas de pesquisa ligados à robótica e à Iot (internet das coisas), além de propostas que possam aprimorar os protótipos desenvolvidos em pesquisas anteriores, possibilitando sua entrada no mercado. O diretor de Distribuição da Celesc, James Giacomazzi, destaca que "o programa promove melhoria contínua de materiais e equipamentos e produtos, além de trazer inovações tecnológicas para o setor elétrico que melhoram a qualidade e a confiabilidade do sistema para toda a população".

Entre as melhorias adotadas pela empresa por meio de projetos desenvolvidos nesta área, está a 1ª Sala de Treinamento Virtual para o setor elétrico do Brasil, inaugurada em julho deste ano. A tecnologia inovadora no cenário brasileiro de energia traz melhores condições de trabalho aos funcionários da empresa e melhora a qualidade do serviço prestado à sociedade, pois simula possíveis situações de risco e condições climáticas adversas para tornar o profissional mais capacitado e a sua atuação mais segura.

Já a chamada pública para projetos relacionados à Eficiência Energética disponibilizará R$ 15 milhões para o financiamento dessas propostas, sendo R$ 8 milhões para as classes residencial e industrial — que são os maiores mercados consumidores da Empresa —, e R$ 7 milhões para em comércio e serviços, poder público, rural, serviços públicos e iluminação pública. Giacomazzi explica que a promoção de eficiência no setor energético é capaz de reduzir o consumo em época de crise hídrica, diminuindo a necessidade de fontes de energia não-renováveis mais caras (como a termoelétrica), evitando o aumento da fatura de energia ao consumidor.

A ideia é que os projetos promovam o uso racional de energia e estimulem a adição de novas tecnologias e de bons hábitos de consumo para combater o desperdício. Para tanto, podem participar da seleção trabalhos que aprimorem as instalações de uso final de energia elétrica, melhorando o desempenho energético de equipamentos e sistemas de uso da energia elétrica, e que contemplem a geração de energia elétrica a partir de fontes incentivadas — ou seja, com potência instalada menor ou igual a 75 kW (para microgeração) ou com potência instalada superior a 75 kW e menor ou igual a 1 MW (para minigeração), que utilize fontes com base em energia solar, hidráulica, eólica, biomassa ou cogeração qualificada. Mas atenção: trabalhos inovadores caracterizados como Projetos Piloto ou Projetos de P&D não se aplicam a essa Chamada Pública.

Um exemplo de iniciativa dessa área desenvolvida com sucesso é o programa Banho de Energia, que há cinco anos vem sendo implementando na Serra Catarinense e teve sua segunda e mais recente edição lançada no último mês de agosto. Nesse projeto o inventor e parceiro da Celesc, Alcino Alano, criou um sistema para esquentar a água das residências reutilizando o calor desperdiçado pelas chaminés dos fogões à lenhar, a partir da instalação de um trocador de calor. A água aquecida é armazenada em um reservatório térmico e pode ser distribuída aos chuveiros e torneiras. Outro benefício do sistema é a ampliação da eficiência do fogão, que permite a economia de lenha e a redução da emissão de cinza e de foligem.

Em sua primeira edição, o programa gerou economia de 1.500MWh/ano, suficiente para abastecer cerca de sete mil residências por mês, e reduziu em mais de 700kWh o consumo nos horários de ponta. Dona Marlene Lima, moradora de Urupema, conta que sua conta já percebe uma redução de 20% em sua conta de luz. “Essa economia faz uma grande diferença no orçamento doméstico. O dinheiro que sobra podemos investir em outras necessidades da casa ou da propriedade”, conta.

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.
  
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