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12.06.19
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Artigo: As variáveis relevantes do processo e a eficiência energética
Fonte: Procel Info - 12.06.2019 - Atualizada em 18.06.2019 às 12h36
Divulgação
Minas Gerais - Eficiência energética é um tema muito importante na gestão de energia e utilidades. Neste artigo falaremos sobre as variáveis relevantes do processo e como elas são fundamentais aplicadas à eficiência energética.

Ao ser criada em 2011, a ISO 50001 (Sistema de Gestão de Energia) contribuiu muito para difundir a implantação de sistemas de gestão de energia eficazes e consequentemente promover o uso mais eficiente das fontes de energia disponíveis. Desta forma, é muito importante a clara definição do que vem a ser uma variável relevante de processo e como sua utilização adequada é vital para obtenção de desempenhos energéticos continuamente melhores.

Identificação das variáveis relevantes

Segundo a ISO 50001, uma variável relevante é um parâmetro quantificável que impacta de forma significativa o desempenho energético e se altera rotineiramente, como por exemplo – temperatura do produto, ritmo de produção, pressão, vazão, indicadores climáticos.

O monitoramento, medição e análise das características-chave das operações de uma organização são pré-requisitos para que se atinjam resultados significativos em relação ao uso eficiente da energia. Devem acontecer em intervalos planejados e contemplam, no mínimo:

* A identificação dos processos com uso significativo de energia e suas variáveis relevantes;

* Os IDEs (Indicadores de Desempenho Energético);

* A efetividade dos planos de ação para o cumprimento dos objetivos e metas;

* A avaliação do consumo energético real versus o esperado.

Indicadores de Desempenho Energético e as variáveis relevantes

Após análises e identificação das variáveis relevantes, é importante isolar aquelas que são significativas em termos de rendimento energético das outras que têm pouca ou nenhuma influência no IDE em análise. Embora as organizações possam já ter a identificação concluída, uma análise de dados adicional é geralmente necessária para determinar a significância destas variáveis.

A ação de monitoramento rotineiro dos IDEs e a atividade complementar de correlacionar o desempenho energético com as variáveis relevantes são aspectos que nos levam aos resultados esperados.

Um fator bastante relevante que deve ser levado em consideração é a mão de obra. A rotatividade da mão de obra, a falta de treinamento adequado ou mesmo a falta de procedimentos operacionais otimizados, são frequentemente as causas de desvios de performance e devem fazer parte da análise de desempenho do processo.

As ações corretivas relacionadas à qualidade da mão de obra operacional (admissão adequada, procedimentos operacionais atualizados, treinamentos, feedback, etc.) devem ser priorizadas, principalmente pelos motivos abaixo:

* Não implicam investimentos em equipamentos e mudanças de processos;

* O custo da ação é relativamente baixo;

* É implantado em curto espaço de tempo.

Durante a análise do processo, também não é pouco frequente a identificação de variáveis relevantes que não são medidas de forma adequada, ou às vezes nem são medidas. Nesses casos, é sempre recomendada a instalação dessas medições, que certamente terão um retorno financeiro em curto espaço de tempo.

Como um sistema de gestão de energia e utilidades pode ajudar na identificação das variáveis relevantes

Um sistema de gestão de energia eficaz começa pela medição dos consumos e variáveis relevantes dos processos significativos. Estes dados de medição geram informações importantes para a realização das análises. As análises vão gerar ações comportamentais, ou mesmo aquelas voltadas para o equipamento que objetivam reduzir o consumo, custos, emissões e riscos operacionais. O ciclo de melhoria contínua se repete com novas verificações de consumo e planejamento de novas ações.

Um sistema de medição de consumo integrado em uma só plataforma digital, que permita visualizar on-line todo o site e gerar informações importantes para os gestores, já é uma realidade e é simplesmente obrigatório para se atingir o estado da arte na gestão de energia e utilidades.

* Sérgio Grassi é Diretor Comercial da Viridis. Trabalhou durante 35 anos na Vallourec do Brasil, nas áreas de energia, manutenção e montagem industrial e coordenou o projeto da área de Energia e Utilidades da usina Vallourec & Sumitomo (VSB). Graduado em Engenharia Elétrica e pós-graduado em Automação Industrial e Gestão de Negócios. Membro da CB-116, que elaborou a ABNT NBR ISO 50.001 – Sistemas de Gestão da Energia, foi o responsável pela certificação da Vallourec como primeira siderúrgica do Brasil nesta norma. É membro da Câmara de Energias Renováveis e Óleo & Gás da FIEMG.
  
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