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Assunto: Panorama Nacional
21.11.19
|
Pesquisa atualiza a posse de equipamentos elétricos e hábitos de consumo nas residências brasileiras
Rio de Janeiro - Procel coordenou a realização de mais de 18 mil entrevistas em 166 municípios de todo o Brasil, abrangendo todos os estados e o DF. Resultados vão auxiliar a formulação de políticas públicas com foco na eficiência energética
Cláudio Ribeiro/Eletrobras
Tiago Reis e Débora Anibolete, para o Procel Info
Rio de Janeiro - O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) divulgou, nesta segunda-feira (18/11), o resultado da quarta edição da Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso de Equipamentos Elétricos (PPH) na Classe Residencial.

Na coleta de dados, realizada entre os meses de julho de 2018 a abril de 2019, os entrevistadores visitaram 18.775 residências nos 26 estados do Brasil e no Distrito Federal com o objetivo de identificar o comportamento, os hábitos, e as características de consumo de aparelhos elétricos na categoria residencial, além de averiguar o nível de percepção sobre eficiência energética junto à população brasileira.

A PPH 2019 é um dos projetos aprovados na primeira edição Plano de Aplicação de Recursos do Procel (PAR Procel/2017). Seus resultados serão usados para a orientação e planejamento das ações do Procel, estudos acadêmicos, desenvolvimento de projetos de instituições de pesquisa, decisões quanto a investimentos públicos e privados para a eficiência energética e para a formulação de diversos planos no setor elétrico com foco na conservação de energia.

Para o gerente do Procel, Marcel da Costa Siqueira, os resultados apresentados terão grande impacto nas ações do setor elétrico nos próximos anos, principalmente na formulação do primeiro Plano Decenal de Eficiência Energética (PDEf). “Os resultados da PPH vão nos ajudar muito no trabalho de um planejamento macro para todo o setor elétrico, que estamos chamando de Plano Decenal de Eficiência Energética, muito similar ao Plano Decenal do Setor Elétrico. Esse é um trabalho que vem sendo feito em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e vai representar um importante subsídio quando nós tivermos que definir quais serão as metas, os objetivos, o que é possível fazer, o que deve ser priorizado para o setor residencial. Então, com certeza, esse trabalho do Plano Decenal de Eficiência Energética vai usar um volume muito grande dessa pesquisa”, revelou Marcel.
’Resultados apresentados pela PPH terão grande impacto nas ações do setor elétrico nos próximos anos, principalmente na formulação do primeiro Plano Decenal de Eficiência Energética’

A metodologia adotada na PPH 2019 permite estimar o consumo de energia elétrica de cada unidade consumidora, além de calcular a sua respectiva curva de carga para o sistema elétrico. De posse dos dados e utilizando análises estatísticas, é possível construir o perfil da PPH por estado, região ou de todo o Brasil. Presente no lançamento da PPH 2019, a coordenadora geral de eficiência energética do Ministério de Minas e Energia (MME), Samira Sana Fernandes de Sousa, lembra que pesquisas desta natureza são utilizadas por órgãos representativos no planejamento do setor elétrico, como Ministério de Minas e Energia (MME), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), na formulação de seus projetos e políticas públicas.

“Acho que a avaliação, principalmente dos hábitos de consumo, vai dar um embasamento muito bom para nós (Ministério de Minas e Energia), como elaboradores das políticas públicas, de saber em qual área atuar, em qual tipo de equipamento atuar, que tipo de política podemos fazer para enfatizar melhores hábitos de conservação. É uma atualização muito importante, pelos equipamentos novos que estão sendo pesquisados, então, é uma forma de nós conseguirmos trazer de volta essa perspectiva de renovar as políticas, as atividades, como atuar para melhorar os hábitos de utilização dos equipamentos,” explica Samira Sana de Souza.

Um dos coordenadores da pesquisa, Luciano de Barros Giovaneli, avalia que o grande destaque desta edição da PPH foi mensurar a entrada de novos equipamentos elétricos nos hábitos cotidianos da população brasileira.“Foi muito interessante verificar a inserção de novos equipamentos elétricos nessa nova pesquisa. Existem aqueles equipamentos que estão em processo de retirada do mercado, que em 2005 (edição da última PPH) ainda estavam bem em evidência, e existem equipamentos novos, que estão chegando ao mercado, e outros que estão se consolidando. Por exemplo, nas pesquisas anteriores, se avaliavam muitos equipamentos que hoje já estão deixando esse mercado. As informações sobre posse e hábitos de equipamentos recentes, como aparelho de TV e modem de internet, por meio de assinatura, lâmpadas LED, entre outros, precisam ser avaliados para que possam nos ajudar a, eventualmente, criar políticas para esses e outros equipamentos que se demonstrarem viáveis. A pesquisa anterior serve como referência para essa nova pesquisa, para avaliar algo que tenha demonstrado alguma diferença, seja ela aumentada ou diminuída, mas o foco hoje é continuar aquele trabalho, de 2005, atualizando e agregando novos equipamentos. Esse é o grande ganho dessa pesquisa”, destacou Giovaneli.

Marcel Siqueira destaca que essa nova base de dados será muito útil para o Procel, principalmente nas ações referentes ao Selo Procel de Economia de Energia. “A pesquisa vai nortear muito nossa política, principalmente, a parte de certificação, selo para equipamentos, de uma forma geral, inclusive definindo como nós podemos entender quais equipamentos podem e devem ser priorizados de acordo com a penetração, com a posse e com o impacto. Como nós vamos ignorar, por exemplo, equipamentos como ar-condicionado, geladeira, que têm um impacto muito grande hoje de consumo? E também desmitificar outros. Nós falamos muito do chuveiro elétrico, mas nós vimos que em determinas regiões ele não é tão relevante. Então, será que vale a pena a gente concentrar uma política muito agressiva em determinadas regiões? Talvez não seja tão interessante. É essa a reflexão que nós pretendemos fazer para poder definir uma prioridade, ter mais foco e entender como o consumidor vai ser impactado por essas políticas”, concluiu Marcel Siqueira.

Como foi feita a PPH 2019

A Pesquisa de Posse de Equipamentos e Hábitos de Uso foi realizada em 166 municípios de todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal. Foram selecionadas todas as capitais, todas as cidades com mais de 100 mil domicílios, além de, no mínimo, uma cidade de cada mesorregião brasileira (subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. No total existem no Brasil 137 mesorregiões, segundo o IBGE). Por outro lado, quando não havia numa mesorregião uma cidade com mais de 100 mil domicílios, foi selecionado o município com maior número de residências. No total, foram realizadas 18.775 entrevistas presenciais nas residências dos entrevistados. A margem de erro da pesquisa foi definida em 1% para os resultados do Brasil; 3% para as regiões geográficas e 4% para os estados e Distrito Federal. O nível de confiança do levantamento é de 95%.
‘Metodologia adotada na PPH 2019 permite estimar o consumo de energia elétrica de cada unidade consumidora além de calcular a sua respectiva curva de carga para o sistema elétrico’

A pesquisa também contou com o controle de cotas por extrato socioeconômico, cuja referência foi o Critério de Classificação Econômica Brasil

Com esse recorte, entre outros pontos, foi possível identificar que, no Brasil, cada residência possui em média 6.5 lâmpadas, sendo a sua maioria do tipo fluorescente compacta.

Também foi possível verificar que os condicionadores de ar estão presentes em 16% dos domicílios brasileiros, sendo que as regiões Norte e Sul foram as que registraram os maiores índices de presença deste equipamento.

A PPH 2019 também identificou que os diversos tipos de aparelhos de TV estão presentes em praticamente todos os domicílios do país (97,35%). Da mesma forma, os aparelhos de celular e smartphones estão em 95% das residências. Nesse quesito, foi possível verificar que o brasileiro utiliza, em média, de 31 a 120 minutos para carregar esses equipamentos em casa (52,63% dos entrevistados).

Sobre os novos hábitos de utilização de equipamentos elétricos, a pesquisa verificou que 36% das residências do Brasil possuem pelo menos um modem para internet com a função de roteador Wi-Fi, sendo que esse equipamento está presente em 31% dos domicílios da região Sudeste. Já 14,85% dos lares brasileiros possuem receptores de TV por assinatura, número semelhante aos de aparelhos de Conversor de TV Digital.

Os dados completos da Pesquisa de Posse de Equipamentos e Hábitos de Uso podem ser consultados no site www.eletrobras.com/PPH2019
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