pixel
pixel
pixel
cadastro | dúvidas | fale conosco | links | mapa do site  
pixel
pixel
Busca:
pixel
pixel
pixel
pixel

Áreas Temáticas

Resultados do Procel

Selo Procel Edificações

Pesquisa de Posse e Hábitos

Potencial de EE para Indústria

Eficiência nas escolas

Aquecimento solar de água

Dicas
  Você está em: Procel Info »  Notícias e Reportagens »  Reportagens
Reportagens
voltar

Assunto: Panorama Nacional
22.11.21
|
Perspectivas para o futuro da eficiência energética são foco do Cobee 2021
Congresso realizado pela Abesco em formato virtual reuniu representantes do setor de energia para a discussão de temas da atualidade entre os dias 16 e 19 de novembro

Débora Anibolete, para o Procel Info
Rio de Janeiro - As estratégias e oportunidades para alavancar a área de eficiência energética nos próximos anos foram a temática central das discussões da 18ª edição do Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (Cobee). A conferência, promovida pela Associação Brasileira de Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), foi realizada em formato digital pelo segundo ano consecutivo, entre os dias 16 e 19 de novembro, com transmissão ao vivo para o público. O evento contou com a participação de representantes do governo, de associações, de empresas públicas e privadas e da sociedade civil que debateram, ainda, os desafios atuais, novas tecnologias e serviços, além das perspectivas para o setor de energia.

O presidente da Abesco, Frederico Araújo, falou sobre o cenário de crise gerada pela pandemia, apontando a área de eficiência energética como um dos caminhos para a recuperação da econômica. Ele ressaltou que o Brasil tem um grande potencial para crescer nesse mercado, porém ainda pouco explorado. Frederico Araújo apontou para a necessidade de financiamentos que possibilitem a realização de ações voltadas à conservação e ao uso racional da energia, além das que já são realizadas por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“É muito importante, na nossa visão, que o governo induza os mercados, mas é fundamental que a gente tenha mecanismos e recursos privados para o desenvolvimento da eficiência energética. O financiamento para eficiência é um fator fundamental para o desenvolvimento do setor. É importante ressaltar que, em termos de financiamento, o setor de energias renováveis já possui instrumentos financeiros de crédito que viabilizam a sua expansão, mas isso não ocorre com eficiência energética. Essa é a nossa luta nos últimos anos, convencer o setor privado financeiro de que a eficiência energética é tão relevante para o país quanto a geração renovável, com paybacks muitas vezes mais acelerados do que uma ação de geração”, destacou Frederico Araújo, em sua fala durante a abertura do evento.
Para o presidente da Abesco, a eficiência energética é um dos caminhos para a retomada econômica

Considerando o atual contexto do país, o primeiro painel do congresso foi dedicado à discussão da crise hídrica, que já elevou as tarifas e vem gerando incertezas quanto ao fornecimento de energia. No debate, foram abordadas as lições apreendidas pelo país quanto ao uso eficiente dos recursos hídricos e energéticos desde a última crise semelhante, em 2001. Convidada a contribuir com a discussão, a Superintendente de Programas de Governo da Eletrobras, Renata Leite Falcão, falou sobre a importância da adoção da eficiência energética como forma de evitar que essa situação se repita no futuro.

“Nós entendemos que a primeira lição apreendida desde 2001, ou antes disso, é que temos que tratar a eficiência energética como algo constante, perene, estrutural, não apenas em uma conjuntura de crise. Em função disso, nós sempre trabalhamos com programas do Procel que atuam, particularmente, nos setores da economia e também nos seus programas transversais, que ajudam e beneficiam os demais setores produtivos”, afirmou, sob a perspectiva da atuação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica.

PEE da Aneel e programas de fomento foram debatidos no Congresso

Uma das questões discutidas durante o Cobee foi o futuro do Programa de Eficiência Energética (PEE) regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O debate girou em torno da previsão de redução do recurso que é direcionado ao programa. Atualmente, o PEE recebe 1% da receita operacional líquida das distribuidoras de energia. A partir de 2023 esse total poderá ser reduzido, de acordo com resolução da Medida Provisória nº 998/2020, que determinou o direcionamento de parte desse recolhimento para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) como forma de mitigar os efeitos da pandemia.

Participando da discussão, a coordenadora-geral de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia (MME), Samira Sana Fernandes de Sousa Carmo, destacou que as ações promovidas pelo PEE podem contribuir para fomentar setores econômicos, sobretudo nesse momento de retomada. Nesse sentido, ela informou que o MME divulgou uma nota técnica se posicionando a favor do estabelecimento fixo do percentual que hoje é revertido ao programa, para que possa haver a continuidade dessas atividades.

“Esses recursos já promoveram a estruturação de mercados bastante consolidados, tanto na área de eficiência energética quanto na área de pesquisa e desenvolvimento. Os investimentos nesses programas, tanto por meio do Procel, quanto por meio do investimento direto das concessionárias pelo PEE da Aneel, são extremamente benéficos, pois eles têm uma relação custo-benefício muito interessante. Temos que reconhecer que esse recurso tem um efeito multiplicador muito grande e isso se reflete na geração de empregos, na melhoria da competitividade industrial e de toda a economia nacional e também no apoio à oferta de energia mais competitiva”, destacou a representante do MME.

Ainda sobre o desenvolvimento da área de eficiência energética nos próximos anos, destacaram-se no congresso programas de fomento que devem impulsionar a realização de novos projetos. Entre eles, o Programa de Garantias a Crédito para Eficiência Energética (FGEnergia), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com apoio do Procel, previsto para ser lançado em janeiro de 2022. Voltado para empresas de micro a médio porte, o programa visa fornecer garantias para a obtenção de crédito para ações de eficiência energética junto a instituições financeiras.

Outro projeto relevante nesse sentido apresentado durante a programação foi o Programa Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria (PotencializEE). A iniciativa, que está sendo desenvolvida no âmbito da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, tem o objetivo de apoiar a implementação da eficiência energética em pequenas e médias empresas (PMEs) industriais de São Paulo.

Além desses temas, a programação dos quatro dias do evento contou com painéis sobre eficiência energética na era da digitalização, experiência internacionais de uso eficiente de recursos energéticos, processos de certificação no mercado de eficiência energética, novo mercado de gás no Brasil, tecnologia selo verde aplicada em mercados de distribuidoras de energia e os novos desafios dos programas de eficiência energética, entre outros. Mais informações estão disponíveis no site do evento, www.cobee.com.br.

Procel apresentou iniciativas voltadas para os setores da Indústria e Edificações

Assim como nas edições anteriores, representantes da Eletrobras participaram da programação do evento, apresentando iniciativas realizadas no âmbito do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica.

No primeiro dia do congresso, o gerente do Procel apresentou um painel dedicado ao trabalho realizado pelo programa. Marcel da Costa Siqueira destacou alguns projetos que estão em andamento em diferentes setores e falou sobre a estimativa de recursos que deverão ser disponibilizados para o 4º Plano de Aplicação de Recursos (PAR) do Procel. Ele afirmou que o desenvolvimento do PAR já está em fase adiantada e que, em dezembro, deverá ser realizada uma Consulta Pública para que a sociedade possa acompanhar e contribuir com o processo, que vai determinar os projetos que serão realizados futuramente pelo Programa.

“O que eu posso antecipar, antes da divulgação oficial, que será feita no momento da Consulta Pública, é que nós temos uma expectativa de recolhimento de recursos de, aproximadamente, R$ 228 milhões. Teremos uma valorização das propostas do PDEf [Plano Decenal de Eficiência Energética]. Nós também observamos muito parceiros interessados em atuar com o Procel, então esperamos que essa atuação em parceria se amplie ainda mais na execução desse 4º PAR”, ressaltou Marcel da Costa Siqueira.
4º PAR-Procel está em fase final de elaboração e lista de projetos aprovados deve ser divulgada em dezembro

Em outro painel, o engenheiro da Eletrobras, Samuel Moreira Duarte Santos, abordou ações já consolidadas do Procel para a Indústria, como os programas ‘Aliança’ e ‘Brasil + Produtivo’. Ele detalhou ainda algumas das novas iniciativas para setor, como o projeto de desenvolvimento de metodologia e realização de diagnóstico energético em sistemas térmicos, o programa de eficiência energética em sistemas de ar comprimido nas médias e grandes indústrias e de instalações industriais em micro e pequenas empresas e o projeto de aplicação de sistemas termossolares em indústrias de bebidas de pequeno e médio porte, que deverá servir de modelo para o segmento.

“Vamos fazer um projeto-piloto com quatro indústrias, que vão implementar esse sistema de aquecimento solar. No nosso entender, essa é uma visão de futuro, nós pretendemos dar o primeiro passo com esse projeto. Com o sucesso desse projeto, o objetivo é trazer novas tecnologias, para que o aquecimento solar seja viabilizado no futuro. Nós vemos hoje uma redução de custos significativa com o fotovoltaico e pretendemos fazer o mesmo com as tecnologias inovadoras para aquecimento solar”, revelou o engenheiro da Eletrobras.

Os projetos do Procel para o setor de Edificações também tiveram espaço no Cobee. Nesse contexto, foram listadas algumas ações recentes, entre as quais, o projeto de Análise de Impacto Regulatório (AIR) da avaliação da conformidade de edificações quanto à eficiência energética, que deverá criar um modelo para a implementação da medida no país; o desenvolvimento de benchmarks de consumo de energia para 15 tipologias de edifícios para auxiliar na gestão energética de edifícios em operação; a Chamada Pública NZEB (Near Zero Energy Building), que visa incentivar a disseminação de construções de alta eficiência no país; o projeto Esplanada Solar, que vai implantar sistemas de geração distribuída e gestão de energia nos edifícios da Esplanada dos Ministérios e a Chamada Pública de Eficiência Energética que vai apoiar projetos para edificações do Setor Público.

“Nós, do Procel, estamos persistindo na promoção das edificações de alta eficiência no país há alguns anos e vemos com bons olhos o protagonismo que esse setor vem ganhando, impulsionado, sobretudo, pela transição energética. Então, fazemos um convite a todos para se juntarem a nós nessa jornada de transformação do mercado de edificações do Brasil em um mercado de edificações de alta eficiência”, declarou a arquiteta da Eletrobras, Estefânia Mello, durante a apresentação.
Imagem para contabilização de acessos a páginas
Envie a um amigo
Imprimir
pixel
Imagem para contabilização de acessos a páginas