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Assunto: Panorama Nacional
08.11.21
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Eficiência energética pode ser alternativa para setor de supermercados diante da alta de custos
Segundo especialistas, adoção de medidas de uso racional da energia permite a redução do custo operacional dos estabelecimentos, auxiliando no período de alta da conta de luz e até mesmo melhoria do posicionamento das empresas no mercado
Divulgação
Débora Anibolete, para o Procel Info
Rio de Janeiro - A energia elétrica é um dos maiores custos das empresas do setor de supermercados. Em geral, a conta de luz supera outros gastos essenciais, ficando atrás apenas da folha de pagamento. Sistemas como iluminação, climatização e refrigeração, essenciais para o funcionamento de estabelecimentos de pequeno a grande porte, são considerados os grandes responsáveis pelo maior dispêndio energético. Assim, é constante a preocupação dos supermercadistas com o impacto desta conta no orçamento. Segundo especialistas, o caminho mais indicado para controlar a despesa é a adoção de práticas de eficiência energética. As medidas de uso racional da energia podem ser a solução para reduzir o custo operacional, auxiliando até mesmo, no aumento da vantagem competitiva das empreas frente à concorrência.

Essa alternativa se torna ainda mais indicada considerando o atual contexto de crise hídrica enfrentada pelo país, que vem causando constantes aumentos na cobrança de energia elétrica, além de gerar o risco de apagões, que podem impactar diretamente no armazenamento de produtos nesses estabelecimentos, como destaca o executivo de Relações Corporativas da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Rodrigo Marinheiro.

“A conta de energia elétrica é a segunda maior despesa de um supermercado, tendo impacto significativo no custo operacional, pois, atualmente representa em torno de 1,09% sobre o faturamento da loja. Com a crise hídrica, além da pressão sobre os preços, há ainda a gestão de risco quanto à segurança alimentar, que obriga o setor a estar preparado para casos de apagões e fornecimento não contínuo”, ressalta.

De acordo com representante da APAS, diante desse cenário, a gestão do consumo e o uso racional da energia, que já são temas frequentes no setor, vêm ganhando ainda mais atenção. Além disso, a busca por outras alternativas que possam contribuir para a redução da despesa, como o ingresso no mercado livre e a adoção de sistemas de auto geração de energia, também fazem parte do cotidiano das empresas.
Sistemas como iluminação, climatização e refrigeração são os maiores consumidores de energia de um supermercado

Para os supermercadistas, a possibilidade de redução de despesas é vista não só como uma forma de equilibrar os gastos e melhorar os lucros, já que também pode representar aumento de competitividade. Dessa forma, a economia com energia elétrica pode auxiliar as empresas a obterem melhor posicionamento no mercado, bem como driblar outras dificuldades, como a inflação dos alimentos instaurada atualmente no país.

“O setor supermercadista é muito competitivo, trabalha com margem operacional de segurança e enxerga na redução de custos a oportunidade para ganho, tornando o mix de produtos mais atrativos e fidelizando os clientes”, destaca Rodrigo Marinheiro.

Medidas de eficiência podem ser efetivas mesmo em mercados de pequeno porte

Apontadas as vantagens da implantação de medidas de eficiência energética, é importante que as empresas busquem as melhores alternativas para viabilizar a redução do consumo energético em seus estabelecimentos. Como os supermercados podem ter diferentes particularidades, como tamanho, quantidade de aparelhos e sistemas elétricos utilizados e até mesmo o clima do local onde estão localizados, é necessário avaliar quais são as medidas mais adequadas em cada caso.

De acordo com a GreenYellow, empresa que oferece soluções de eficiência energética, os projetos realizados em supermercados se baseiam nas áreas que mais demandam o uso da energia: a refrigeração, que representa cerca de 40% a 45% do consumo; o sistema de ar condicionado, que varia de 30% a 35%; e a iluminação, que chega a 10% a 15%.

“Para um supermercado que está começando em eficiência energética existem três ações principais a serem avaliadas: uso de iluminação em LED, fechamento dos balcões e geladeira com portas e uso de automação para otimizar os sistemas. Apenas com essas três ações temos visto em nossos projetos uma redução medida de 20% a 25% do consumo de energia. Caso a rede já tenha feito essas ações, é possível pensar em passos mais complexos que envolvam o retrofit de equipamentos como chillers, fancoils ou ainda a casa de máquinas completa”, indica o diretor de Vendas da GreenYellow, Marcelo Varlese.
A gestão do uso da energia elétrica já é uma atitude frequente no setor supermercadista. Alta nos custos operacionais e de aquisição de produtos fez aumentar a procura por soluções em eficiência energética

Ele esclarece ainda que, de modo geral, não há diferenças significativas entre as ações realizadas para mercados de pequeno, médio e grande porte. A exceção ocorre apenas entre as lojas que possuem sistema de ar- condicionado e as que não possuem. Segundo Varlese, as alterações para favorecer o uso racional da energia são efetivas independentemente do tamanho delas, e, até mesmo em minimercados, os ganhos de eficiência podem chegar a 20%. Dessa forma, a adoção da eficiência energética pode ser uma alternativa de economia para esses comércios mesmo durante este período de alta da cobrança de energia elétrica.

“No momento que estamos de crise, com uma nova bandeira tarifária que deve representar 7% do aumento da conta de energia, com certeza a eficiência pode apoiar os varejistas a mitigar os efeitos do aumento do custo. Se realizada de forma estruturada, com acompanhamento do pós-projeto, é possível até trazer mais previsibilidade do consumo no longo prazo, uma vez que uma nova referência de consumo será estabelecida”, avalia o representante da GreenYellow.
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