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Assunto: Nacional
05.04.19
|
Em busca de eficiência, estádio Beira Rio adere ao mercado livre de energia
Rio Grande do Sul – Arena, que completa 50 anos neste sábado, pretende adotar novas alternativas para reduzir o consumo de energia em suas instalações
Divulgação
Tiago Reis, para o Procel Info
Rio Grande do Sul – No ano do seu cinquentenário, o estádio Beira Rio, em Porto Alegre, entra em uma nova era para se tornar mais sustentável do ponto de vista ambiental e econômico. Desde o mês de março, a arena, de propriedade do Sport Club Internacional, fechou um contrato de compra de energia no mercado livre. Em vez de adquirir a energia diretamente com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), até 2023, a comercializadora Elektra e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) fornecerão energia para o estádio, com um custo 25% menor do que é pago atualmente para a distribuidora local. Em cinco anos, a economia será de R$ 5,9 milhões, e o clube pagará à CEEE apenas a Tarifa de Conexão à Rede, que é um custo bem inferior ao que é pago por um consumidor cativo em tempo integral.

Para o Vice-Presidente de Administração e Finanças do Internacional, Alessandro Barcellos, a migração para o mercado livre coloca o estádio e o clube em outro patamar em termos de questões ambientais. Para o dirigente, a iniciativa, pioneira entre clubes das Séries A e B do futebol brasileiro, surgiu da necessidade de reduzir os custos com energia elétrica, que é uma das maiores despesas de arenas esportivas, e de buscar atualizar os conceitos ambientais do Gigante da Beira Rio, após a reforma para modernizar o local para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014.

“A partir da reforma do novo Beira Rio, é evidente que o clube começa a viver com os efeitos operacionais de uma arena desse porte. E óbvio que tem muita tecnologia nova embarcada aqui no estádio e muita coisa importante que avançou, e isso cria também uma necessidade maior de buscar sustentabilidade do ponto de vista ambiental e também do ponto de vista financeiro. E esses dois pontos nos trouxeram a avaliar alternativas para a migração para o mercado livre de energia. Do ponto de vista financeiro, o clube reduz uma das maiores despesas de operação de um estádio de futebol, que é a energia elétrica. Já do ponto de vista da sustentabilidade, passamos a utilizar fontes de energia 100% limpas, o que reduz ainda mais a pegada ambiental do estádio”, explica Barcellos.

Ele conta que o contrato de fornecimento de energia será gerido pela Perfil Engenharia. No primeiro ano, o estádio será abastecido pela comercializadora Elektra. Posteriormente, de 2020 a 2023, entrará em vigor o contrato com a Cemig, que será a fornecedora única de energia de todo o complexo do Beira Rio, que engloba, além do estádio, o ginásio Gigantinho, o estacionamento e um centro de eventos anexo. O dirigente ressalta que a economia deve aumentar durante a execução dos contratos, já que a gestora irá repassar ao clube relatórios de consumo que poderão ser utilizados para mensurar de maneira mais precisa as variáveis de consumo, diminuindo a amplitude das oscilações.
'Migração para o mercado livre vai proporcionar uma economia de cerca de R$ 1 milhão por ano. Clube gaúcho pretende investir essa economia em ações de eficiência energética'

Barcellos revela que a adesão ao mercado livre é apenas o início de um projeto para tornar o Inter o clube de futebol mais sustentável do Brasil. O Vice-Presidente de Administração e Finanças afirma que o valor economizado com a conta de energia será investido em medidas que visam reduzir o consumo de energia elétrica em outras estruturas do clube.

“Nós temos, anexos ao clube, um Centro de Treinamentos e o Parque Gigante, clube social que tem piscina, salão de festas, entre outras estruturas com grande demanda de energia. Estamos trabalhando para ter, num período próximo, um projeto com energia fotovoltaica, ou conjugado com eólica, em que o clube também possa ser gerador e suprir toda a sua demanda de energia dessa forma”, conta Barcellos.

Ele acrescenta que um projeto de substituição da iluminação que contemplaria o campo de jogo do Beira Rio e demais áreas pertencentes ao clube também está nos planos da atual gestão, que tem mandato até o final de 2020.

“É importante também que, a partir da nossa adesão ao mercado livre, o clube busque outras alternativas para reduzir a demanda de energia. Só com o mercado livre, o clube vai deixar de emitir 381 toneladas de CO2 equivalente por ano, o que vai permitir que continuemos com a certificação LEED em nosso estádio”, ressalta Barcellos, que espera que a iniciativa do Inter possa estimular outros grandes clubes brasileiros a buscar soluções para suas operações mais sustentáveis no aspecto ambiental e financeiro.
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