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Assunto: ESPECIAL
25.11.21
|
Especialistas do Procel esclarecem dúvidas sobre consumo seguro e eficiente de energia elétrica
Rio de Janeiro – Com valor elevado da conta de luz, consumidores buscam alternativas para reduzir o impacto tarifário sem perder o conforto e a praticidade dos aparelhos elétricos
Tiago Reis, para o Procel Info
Rio de Janeiro – Nos últimos meses, a conta de luz passou a ter um impacto cada vez maior no orçamento das famílias, empresas e indústrias do País. Com a temporada de chuvas do primeiro semestre apresentando um volume abaixo da média histórica e as incertezas se o novo período chuvoso será suficiente para recuperar os níveis dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do Brasil, nos últimos meses parte considerável da energia elétrica consumida no país está sendo produzida por usinas térmicas movidas a óleo combustível, sistema que garante a estabilidade do sistema elétrico, mas que possui um custo elevado de produção. Esse custo adicional é repassado para o consumidor cativo - aquele que adquire energia elétrica por meio das distribuidoras estaduais - por meio das Bandeiras Tarifárias. Desde o dia 1º de setembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) implementou a Bandeira Tarifária Escassez Hídrica, que adiciona o valor de R$ 14,20 nas faturas para cada 100 kW/h consumidos. A Bandeira de escassez vai vigorar até o dia 30 de abril, o que, em média, elevou o valor das contas de luz em cerca de 7%.

Ao mesmo tempo, para tentar reduzir o impacto dos aumentos sucessivos, o Ministério de Minas e Energia anunciou um programa que vai premiar os consumidores que conseguirem reduzir o consumo em um patamar de 10% a 20% durante a vigência da Bandeira de Escassez Hídrica. Pelas regras, haverá um desconto de R$ 50 para cada 100 kWh reduzidos (R$ 0,50 para cada kWh) para os consumidores que conseguirem uma redução mínima de 10% no consumo em comparação com o mesmo mês do ano passado. Para efeito de comparação, se uma residência com a conta de energia de R$ 140,00 (aproximadamente 165 quilowatts-hora) conseguir reduzir o consumo em 20%, além da redução do valor da conta, vai receber mais R$ 16,50 de desconto pela economia de 33 quilowatts-hora mensais o que pode proporcionar uma redução de custos de cerca de R$ 50,00 (cerca de 35% de redução total).

Diante do cenário de aumento de tarifas e estímulo para redução do consumo, várias dúvidas surgem entre os consumidores de energia. O assunto ‘economia de energia’ está entre os mais pesquisados nos portais de pesquisa e redes sociais. Dúvidas sobre qual ‘equipamento consome menos energia’, ‘se geração própria é viável’, ‘novos hábitos de consumo’, ‘Selo Procel x etiqueta ENCE’ estão entre os termos mais buscado na internet.

Visando esclarecer as principais dúvidas dos consumidores de energia, o Procel Info consultou a equipe de técnicos e especialistas do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Referência em eficiência energética no Brasil há mais de três décadas, o Procel atua em diversos segmentos de utilização de energia, e, desde a sua implementação, já proporcionou uma economia de energia superior a 175 bilhões de kWh.

Somente no ano de 2020, as ações do Procel resultaram em uma economia de energia de 22,02 bilhões de kWh, o equivalente a cerca de 4,5% consumo total de energia elétrica no Brasil ou 15% do consumo residencial no período. Essa energia economizada é equivalente à metade da produção de uma usina hidrelétrica como a de Belo Monte ou quase três vezes a energia produzida pelas usinas nucleares brasileiras (Angra 1 e Angra 2) e com ela seria possível atender mais de 11 milhões de residências durante um ano.

Confira abaixo as orientações e esclarecimentos dos profissionais do Procel*:

SELO PROCEL PARA EQUIPAMENTOS



1. O Selo Procel e a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) são a mesma coisa?

Não. O Selo Procel de Economia de Energia, ou simplesmente Selo Procel, cuja coordenação cabe à Eletrobras, tem como finalidade ser uma ferramenta simples e eficaz que permite ao consumidor conhecer, entre os equipamentos e eletrodomésticos à disposição no mercado, os mais eficientes e que consomem menos energia dentro de sua categoria. Para isso, são estabelecidos índices de consumo e desempenho para cada categoria de equipamento. Cada equipamento candidato ao selo deve ser submetido a ensaios em laboratórios indicados pela Eletrobras. Apenas os produtos que atingem esses índices são contemplados com o Selo Procel. O reconhecimento, por parte do consumidor, ocorre através da presença de um selo vermelho afixado no produto com a frase: “Este produto consome menos energia” e cujo formato lembra o de uma “gravata”. As tabelas com os equipamentos com o Selo Procel podem ser consultadas neste link. Já a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), cuja coordenação cabe ao Inmetro, diferencia os produtos de acordo com sua eficiência energética. Os equipamentos são classificados em faixas coloridas que variam da mais eficiente (A) à menos eficiente (de C até G), dependendo do produto. A lista de equipamentos com a Ence está disponível no site do Inmetro e pode ser consultada neste link .

ENERGIA SOLAR E CHUVEIRO ELÉTRICO



2. Existe Selo Procel para coletores solares e para módulos fotovoltaicos. Qual a diferença entre as tecnologias?

Sim. Existe o Selo Procel para ambas as tecnologias. O coletor solar é responsável pela produção de energia térmica, sob a forma de calor, a partir da irradiação solar. O coletor solar é utilizado para aquecimento da água, em substituição ao aquecimento por energia elétrica. Os módulos fotovoltaicos produzem energia elétrica a partir da irradiação solar. O módulo fotovoltaico é composto por células fotovoltaicas, produzidas normalmente com silício, tecnologia a partir da qual ocorre o efeito fotovoltaico, com a conversão da luz solar em energia elétrica.

3. O Selo Procel para equipamentos solares não se refere à medição de economia de energia, mas à eficácia. Que aspectos poderiam der destacados sobre isso?

Diferentemente dos demais equipamentos presentes no programa do Selo Procel, o processo de avaliação do selo para os equipamentos solares procura atestar os equipamentos com maior capacidade de conversão da irradiação solar em calor (coletores solares) e em energia elétrica (módulos fotovoltaicos), conforme a sua categoria. Importante destacar que a capacidade de conversão vinculada aos equipamentos é obtida através de ensaios realizados em condições padrão de avaliação, conforme definido pelo Inmetro em seus documentos que versam sobre os requisitos para avaliação de conformidade.

4. Chuveiro elétrico ou coletor solar: qual tecnologia é mais econômica?

O chuveiro elétrico é uma das cargas de maior consumo em uma instalação residencial. Sua utilização por longos períodos, ou frequentemente, resultará em alto consumo de energia elétrica na instalação. Isso decorre da elevada corrente solicitada pelo chuveiro elétrico para o aquecimento da água. Tal fato caracteriza o chuveiro elétrico como uma carga com alta ineficiência dentro de uma instalação, independentemente do tipo, se residencial, comercial ou industrial. O coletor solar foi inserido no mercado como uma alternativa mais eficiente do que o chuveiro elétrico para o aquecimento da água, e a sua utilização em substituição ao chuveiro elétrico resultará em redução no consumo de eletricidade. Importante destacar que a aquisição de um 'sistema para aquecimento solar de água', que envolve o 'coletor solar' e 'reservatório térmico', possui custo bem mais elevado do que o chuveiro elétrico, contudo, dada a redução no consumo de eletricidade pela eliminação do chuveiro, o sistema de aquecimento se paga com alguns anos de utilização. Vale mencionar que o equipamento 'reservatório térmico' também consta da lista do Selo Procel.

EDIFICAÇÕES



5. Quais são as categorias de edificações que podem receber o Selo Procel?

Podem receber o Selo Procel Edificações as edificações comerciais, de serviços e públicas e as unidades habitacionais (apartamentos ou casas) residenciais.

6. Quais são as vantagens de certificar uma edificação com o Selo Procel?

1.Trazendo o tema para as edificações residenciais, o Selo Procel Edificações atesta que aquela unidade habitacional (UH) está entre as mais eficientes, energeticamente, do mercado. A certificação avalia a envoltória da edificação (fachadas e cobertura), como ela se comporta ao longo do ano, nas diferentes condições climáticas, e o sistema de aquecimento de água. Para que possa receber o Selo Procel Edificações, a UH deve ter sido avaliada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE Edifica) e recebido a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, e deve minimamente atingir 4,8 de pontuação total e ter pelo menos um sistema (envoltória para verão, envoltória para inverno ou aquecimento de água) avaliado como classe A. O Selo Procel Edificações é concedido de forma célere às edificações aptas e não possui custo adicional, basta entrar em contato pelo e-mail procel.edifica@eletrobras.com e solicitar a avaliação da equipe do Procel Edifica.

2.Adquirir ou alugar um apartamento ou casa que possua o Selo Procel Edificações Residenciais lhe confere a possibilidade de habitar em um imóvel com alto potencial de eficiência energética, cerca de 18% de potencial de economia de energia. Ou seja, esse imóvel está entre os mais eficientes do mercado. Cabe, no entanto, que seus habitantes utilizem de modo correto e consciente os equipamentos elétricos de uma residência, pois, assim, os custos com resfriamento ou aquecimento e iluminação do ambiente poderão ser menores, quando comparados a um imóvel não eficiente.

3.Uma edificação potencialmente eficiente e sustentável apresentará resultados reais de eficiência e sustentabilidade a partir de um uso eficiente e sustentável pelos seus usuários. Um exemplo prático que pode ser dado é: dois imóveis possuem os mesmos splits (aparelhos de condicionamento de ar) com Selo Procel nos quartos, portanto, os equipamentos mais eficientes do mercado. No entanto, no primeiro apartamento seus usuários utilizam uma temperatura de 18ºC (que faz o ambiente ficar mais frio que o necessário e consumir mais energia), além de não manter as portas e janelas sempre fechadas. Já no segundo apartamento, a temperatura do split está sempre em 24ºC e as janelas e portas dos quartos estão sempre fechadas. Qual apartamento consumirá menos energia com o equipamento de condicionamento de ar? Com certeza o segundo, mesmo que ambos possuam equipamentos idênticos instalados.

4. O Selo Procel Edificações vai muito além da eficiência dos equipamentos. Um diferencial dessa certificação é avaliar o potencial que a arquitetura tem de garantir o conforto do ambiente interno, minimizando a necessidade de utilização de equipamentos artificiais para oferecer espaços confortavelmente habitáveis. Utilizando o exemplo anterior dos quartos idênticos, se um deles está voltado para a orientação do sol nascente (Leste) e o outro para a orientação do sol poente (Oeste), certamente a demanda por utilização do aparelho de condicionamento de ar para resfriamento, visando à garantia do conforto térmico, será maior naquele voltado para o Oeste. Para equacionar esta questão, o projeto do ambiente deve prever aberturas, cores e componentes construtivos das fachadas e cobertura que minimizem os ganhos térmicos, de forma que a edificação tenha, potencialmente, alta performance energética.

Portanto, um imóvel com Selo Procel Edificações Residenciais permite que o habitante tenha mais horas no ano com conforto, sem a necessidade de utilização de sistemas artificiais. O habitante terá a oportunidade de utilizar menos o ar-condicionado, seja para aquecimento ou resfriamento, e menos a iluminação artificial, porque a envoltória de alta eficiência proporcionará a possibilidade de utilizar o clima local (luz e ventilação naturais) a seu favor. No entanto, se o habitante for uma pessoa que só dorme com o "barulhinho" do ar-condicionado para resfriar seu quarto, mesmo se a temperatura for de 20º C ou acende todas as luzes da casa, mesmo de dia ou quando não há ninguém no ambiente, ele não estará utilizando sua edificação de acordo com as melhores práticas, e sua conta de energia virá, necessariamente, mais alta do que poderia vir, mais alta do que o seu potencial. Um projeto eficiente é primordial para a eficiência energética do imóvel, mas o usuário também deve fazer a sua parte e utilizá-lo de forma eficiente e consciente.

7. Como a arquitetura pode contribuir com a economia de energia

Além do uso de equipamentos eficientes, a capacidade da arquitetura de se adaptar ao clima, ao lugar e ao seu entorno - seja através da sua forma, suas cores, orientação, distribuição espacial - é fundamental para o uso eficiente da energia nas edificações. Para isso, a aplicação de mecanismos de sombreamento e controle da incidência solar direta, como por exemplo muxarabis, gelosias, brises, pergolados, iluminação zenital, entre outros, são fundamentais para permitir o melhor aproveitamento da iluminação e da ventilação natural nas edificações. Desta forma, ao adquirir um imóvel, sempre que possível, procure aqueles com o Selo Procel Edificações, pois apresentam as melhores classificações de eficiência energética em uma dada categoria.

ILUMINAÇÃO



8. Além da aquisição de lâmpadas de LED, é possível reduzir ainda mais o consumo de energia do sistema de iluminação?

Além da substituição das lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas LED, e não menos importante, é buscar, sempre que possível, fazer uso da iluminação natural associada a sistemas de controle que permitam regular o tempo de uso do sistema, como, por exemplo, sensores fotoelétricos, sensores de presença, programadores de tempo e os dimmers, caso as lâmpadas permitam esse recurso. Além disso, é importante destacar a importância de um projeto de iluminação que proporcione maior conforto para o usuário com níveis adequados de luminosidade e circuitos independentes para cada tarefa.

ELETRODOMÉSTICOS



9. No caso de geladeiras, é possível economizar energia mesmo sem adquirir um aparelho novo?

Sim. Neste caso, sempre ajuste o seletor de temperatura conforme a estação do ano. Geralmente nos climas mais frios o seletor de temperatura do refrigerador pode ser regulado para funcionar em uma temperatura mais amena. Equipamentos que possuem a tecnologia de autoajuste da temperatura interna não precisam desta regulagem. Observe se as portas do refrigerador estão vedando bem, pois esse é um componente que deve ser verificado periodicamente.

10. O Selo Procel para geladeiras avalia somente a economia de energia ou há outros fatores levados em conta?

O Selo Procel para refrigeradores, além de avaliar a economia de energia, analisa também o fluido refrigerante. Os refrigeradores com Selo Procel possuem fluido refrigerante que não agride a camada de ozônio e que tem baixo potencial de impacto ao efeito estufa.

11. Utilizar a grade da geladeira para secar roupas interfere no consumo de energia?

Sim. O refrigerador é projetado para retirar o calor interno do seu gabinete e enviar esse calor para o ambiente. Os fabricantes dimensionam o tamanho do trocador de calor, que geralmente fica atrás do refrigerador, para que o equipamento funcione de forma correta. Se o consumidor colocar algum objeto sobre o trocador de calor, ocorrerá uma diminuição da área de troca de calor, e, dessa forma, a eficiência do equipamento diminuirá.

12. Como otimizar a utilização do aparelho de ar-condicionado?

Devemos sempre colocar a temperatura do aparelho em uma posição que fique agradável para as pessoas presentes no ambiente, de forma que elas não precisem colocar casaco para ficarem nesse ambiente. A limpeza dos aparelhos é muito importante, pois um aparelho sem a devida manutenção de limpeza pode consumir mais energia do que o previsto. Outra dica seria desligar o aparelho da tomada em estações do ano em que geralmente este não é utilizado por um longo período, pois existe um pequeno consumo de energia elétrica em modo de espera (stand-by), mas que pode ser evitado.

13. É verdade que os aparelhos em stand by não consomem energia elétrica?

Não é verdade, o consumo de energia é o resultado da potência elétrica do equipamento no tempo. Dessa forma, mesmo que a potência no modo stand by seja menor, o tempo em que o aparelho permanecerá no stand by pode determinar até um consumo maior do que o equipamento funcionando no modo ativo.

14. Ligar mais de um equipamento em uma mesma tomada ajuda a economizar energia?

Não, pelo contrário. Ligar vários equipamentos em uma mesma tomada pode aumentar o consumo de energia devido às perdas joule (aquecimento) ocasionadas pela concentração de equipamentos em uma mesma tomada de energia. Normalmente, deve-se atentar às normas estabelecidas pela ABNT para dimensionamento das tomadas de uma residência para que não haja necessidade de utilização de mais de um equipamento por tomada.

15. Aparelhos de 220 V consomem menos energia que os de 110 V?

Não, a quantidade de energia consumida por um aparelho que funciona em 110 V é igual à de um aparelho de 220 V. Conforme informado acima, o consumo de energia não depende da tensão elétrica, mas, sim, da potência elétrica no tempo de uso do equipamento.

* Colaboraram com esta reportagem os especialistas da Eletrobras/Procel: Elisete Alvarenga da Cunha, Estefânia Neiva de Mello, Daniel Delgado Bouts, Thales Terrola e Lopes, Victor Zidan da Fonseca e William Mendes de Farias
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