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Assunto: Correio Braziliense - 26.02.2019
11.03.19
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Cai emissão de CO2 em países desenvolvidos
Brasil - Resultado vem de políticas de diminuição do uso de combustíveis fósseis e de estímulo a fontes renováveis, segundo cientistas britânicos. Porém, demanda maior por energia ameaça o cenário

Brasil - As medidas tomadas pelos países desenvolvidos para frear as mudanças climáticas começam a ter os resultados percebidos. Segundo um estudo divulgado na última edição da revista Nature Climate Change, políticas de diminuição do uso de combustíveis fósseis e de estímulo a energias renováveis levaram à redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) no grupo de nações que representam 28% dos emissores globais. Reino Unido, Estados Unidos, França e Alemanha fazem parte da lista. Os autores do estudo não descartam a influência da crise financeira global de 2008-2009, que reduziu a demanda por energia, mas consideram que as medidas energéticas e climáticas adotadas por esses países fizeram uma diferença significativa.

“Nossas descobertas sugerem que as políticas para combater a mudança climática estão ajudando a diminuir as emissões em muitos países. Há um longo caminho a percorrer para reduzir as emissões globais para perto de zero, que é o que é necessário para impedir a mudança climática”, ressalta, em comunicado, Corinne Le Quéré, do Centro Tyndall de Pesquisa sobre Mudança Climática da Universidade de East Anglia (UEA), no Reino Unido, e principal autora do estudo.

A equipe analisou as razões por trás das emissões de CO2 nos países em que as emissões diminuíram significativamente entre 2005 e 2015. O cenário foi comparado com o de nações em que o houve o fenômeno contrário, e os cientistas concluíram que, mesmo com a influência da crise econômica, a adoção de políticas de eficiência energética surtiu resultados. “Nossas descobertas aumentam a fina camada de esperança. Até agora, 18 países nos mostraram como a ambição política e a ação sobre eficiência energética, energias renováveis e metas climáticas podem funcionar”, diz Charlie Wilson, também da UEA.

Segundo os autores, os dados obtidos sugerem que os esforços para reduzir as emissões estão em andamento em muitos países, mas precisam ser expandidos e aprimorados para cumprir as metas definidas no Acordo de Paris. O pacto costurado em dezembro de 2015 na capital francesa determina que, até 2050, o aumento médio na temperatura fique até 2ºC acima dos níveis pré-industriais e, desejavelmente, atinja no máximo 1,5°C. Entre 2005 e 2015, porém, as emissões globais de CO2 aumentaram, em média, 2,2% por ano.
Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Correio Braziliense 26.02.2019.pdf
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