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Assunto: Entrevista
18.03.19
|
'Marco regulatório deve ser revisado para torná-lo mais orientado para a eficiência energética'
Rio de Janeiro – Para o diretor de Estratégia e Regulação na Engie Brasil, Edson Silva, estímulo à eficiência energética é bem vinda, não só pela redução dos custos, mas também para uma operação mais descarbonizada
Divulgação
Tiago Reis, para o Procel Info
Rio de Janeiro – Maior geradora privada de energia do Brasil, responsável por cerca de 6% da capacidade instalada do Brasil, o grupo franco-belga Engie amplia a sua atuação no setor elétrico brasileiro investindo em projetos de energia renovável, com foco na fonte solar e na disponibilização de sistemas de monitoramento, gestão e automação, com o objetivo de tornar mais eficiente o uso da energia elétrica para os seus clientes.

Em entrevista concedida ao Procel Info no final de 2018, o diretor de Estratégia e Regulação da Engie Brasil, Edson Silva, avaliou as perspectivas para o setor elétrico como início de um novo governo. Para ele, mudanças no marco regulatório do setor são fundamentais para que a eficiência energética possa ganhar mais visibilidade na agenda do setor elétrico. “É importante estimular e promover as ações de eficiência energética como um todo, pois estas visam não só redução de custos, mas uma operação mais descarbonizada de toda a cadeia produtiva e consumidora”, disse Silva.

Ele também comentou sobre a importância da eficiência energética para a retomada da economia brasileira nos próximos anos e avaliou como a Engie vai se posicionar nos próximos anos no mercado de soluções para geração própria de energia renovável e redução dos custos com energia elétrica.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Procel Info – O país iniciou em janeiro um novo ciclo de governo que promete implementar medidas para tornar mais dinâmico o setor elétrico brasileiro. Na sua opinião, quais políticas públicas devem ser implementadas para reduzir as barreiras que travam o crescimento da eficiência energética no Brasil?

Edson Silva - Basicamente, é necessário rever o marco regulatório vigente de modo a torná-lo mais orientado à eficiência. É necessário que os consumidores de todos os segmentos visualizem preços eficientes, refletindo o real equilíbrio entre oferta e demanda. Dessa forma, poderão tomar decisões racionais de eficiência energética. Além disso, é importante estimular e promover as ações de eficiência energética como um todo, pois estas visam não só à redução de custos, mas a uma operação mais descarbonizada de toda a cadeia produtiva e consumidora.
'Ações de eficiência energética são sempre bem-vindas para reduzir a necessidade de expansão da geração de energia elétrica no Brasil'

Procel Info – A economia brasileira tem apresentando uma retomada em ritmo bastante lento. Alguns especialistas alertam que o país pode não ter energia suficiente para atender todos os segmentos da cadeia produtiva caso esse ritmo se acelere nos próximos meses. Como a eficiência energética pode contribuir no curto prazo para o crescimento econômico do Brasil?

Edson Silva - Na minha visão, mesmo considerando a hidrologia pobre dos últimos anos e o consequente baixo nível de armazenamento, vejo que o sistema tem condições de assegurar o suprimento da demanda, mas com um custo de operação significativo em face à necessidade de acionamento de termelétricas. Mas, por outro lado, vejo também que a eficiência econômica sempre terá um papel relevante, independentemente das condições de suprimento, uma vez que não faz sentido desperdiçar um recurso nobre como a energia. Nesse contexto, ações de eficiência energética são sempre bem-vindas para reduzir a necessidade de expansão do setor elétrico, expansão, esta, tão necessária para suprir o real crescimento do PIB brasileiro.

Procel Info - Muito se fala em geração própria de energia, mas sobre consumo consciente a abordagem ainda é tímida. Quais seriam as formas para trazer a eficiência energética para o cotidiano das pessoas?

Edson Silva - Acredito que temos uma barreira cultural a ser vencida e que para ser superada é necessário promover campanhas de estímulo ao uso eficiente, a começar nas escolas. Esse uso eficiente ou consumo consciente passa muitas vezes por ações simples do nosso dia a dia, tais como apagar as luzes após deixar um cômodo da casa, mas também preferir equipamentos mais eficientes e segundo o Procel. Outras passam também por uma questão talvez mais dependente da qualidade e quantidade de infraestrutura existente, principalmente como a de priorização ao uso de transporte público em relação ao privado, por exemplo. Adicionalmente, também, como já falei anteriormente, é necessário que se tenha a correta precificação da energia para que se tomem decisões racionais de eficiência energética.
'Para superar a barreira cultural que impede o crescimento da eficiência energética, é necessário promover campanhas de estimulo ao uso eficiente, a começar pelas escolas'

Procel Info - A Engie oferece soluções para os segmentos de geração própria de energia renovável e eficiência energética. Como a empresa avalia o mercado desses serviços e qual o potencial de expansão nos próximos anos?

Edson Silva - A Engie acredita em um mundo onde as questões no entorno da energia está baseada em três 'Ds' - "descentralizado", "digital" e "descarbonizado" -, crença esta que rege a visão da Engie Brasil, que é “ Transformar a relação das pessoas com a energia, para um mundo sustentável.” Dentro disso, as soluções baseadas em energia renovável, para os clientes , principalmente a solar, mas também cogeração com biomassa, biogás e gás natural, sendo geridas de forma digital com sistemas de monitoramento, gestão e automação e baseadas em equipamentos mais eficientes, serão não só o futuro, mas já estão presentes dentro da realidade brasileira. Em paralelo, podemos também afirmar que tais soluções hoje já trazem aos clientes reduções com custos de energia, pois tal eixo também está dentro do conceito de sustentabilidade da Engie. Dessa forma, nosso entendimento é que esse é um caminho sem volta e que esse é um mercado de grande expansão no futuro, pois é fruto de uma maior consciência ambiental e de necessidade de sustentabilidade de todo o mercado.

Edson Luiz da Silva é Diretor de Estratégia e Regulação da Engie Brasil Energia. Atua na empresa desde 2000, quando trabalhou no Departamento de Planejamento e Controle, passando pelo Departamento de Assuntos Regulatórios e de Mercado, onde permaneceu até novembro de 2011, quando passou a atuar no cargo atual. Formando em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com mestrado e doutorado pela mesma universidade, Edson Silva já passou, em sua carreira profissional, pela Eletrosul, além de ser professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSC e consultor de diversas empresas e instituições do Setor Elétrico Brasileiro.
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