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Assunto: Entrevista
21.11.19
|
‘PPH é um trabalho essencial para a formulação de políticas de eficiência energética’, diz coordenador da pesquisa
Rio de Janeiro – Atualização dos dados de posse e hábitos de consumo de energia em residências deverá servir de base para as próximas ações do setor
Cláudio Ribeiro/Eletrobras
Débora Anibolete, para o Procel Info
Rio de Janeiro – A divulgação dos resultados da Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso de Equipamentos Elétricos (PPH) na Classe Residencial pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), nesta segunda-feira (18), representa um passo importante para o setor de planejamento. O último estudo da área divulgado pelo Procel é de 2005. A PPH 2019, que foi feita presencialmente em 18.775 domicílios, de todas as regiões do país, cuja coleta de dados no campo foi realizada no período entre julho de 2018 e abril de 2019, considerou os novos hábitos e equipamentos que passaram a fazer parte do cotidiano dos brasileiros nos últimos anos. Dessa forma, a inserção de novas tecnologias foi a principal diferença em relação ao último levantamento. Na lista, aparecem, por exemplo, celulares, modem de internet e decodificadores de televisão, além das lâmpadas que utilizam a tecnologia LED.

De acordo com um dos coordenadores da pesquisa, Luciano Giovaneli, a divulgação dos dados consolidados pelo Procel é a primeira etapa do processo. O próximo passo será a análise das informações contidas no banco de dados da pesquisa, para que seja possível uma avaliação mais apurada sobre a posse e os hábitos de consumo de energia elétrica dos brasileiros no âmbito das residências. A intenção é que este trabalho seja feito junto a outras entidades e divulgado posteriormente em meio público. Segundo Giovaneli, as informações reunidas por meio da Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso de Equipamentos poderão ser utilizadas por diversos agentes do setor, desde concessionárias de energia, a fabricantes de equipamentos, passando por universidades e até mesmo por instituições governamentais, para a criação de políticas públicas para o setor de eficiência energética

Em entrevista ao Procel Info, o coordenador faz uma avaliação da PPH 2019, sua aplicação e detalha os próximos passos do projeto:
”Sem uma base de dados atualizada, fica difícil fazermos um planejamento. Com certeza, esse trabalho vai auxiliar o setor inteiro."

Procel Info: É possível comparar a pesquisa atual com a anterior, realizada em 2005? Quais foram as principais diferenças identificadas?

Luciano Giovaneli: Foi muito interessante verificar a inserção de novos equipamentos elétricos nessa nova pesquisa. Existem aqueles equipamentos que estão em processo de retirada do mercado, que em 2005, na edição da última PPH, ainda estavam bem em evidência, existem equipamentos novos, que estão chegando no mercado, e outros que estão se consolidando. Por exemplo, nas pesquisas anteriores, se avaliavam muitos equipamentos que hoje já estão deixando esse mercado. As informações sobre posse e hábitos de equipamentos recentes, como aparelho de TV e modem de internet, por meio de assinatura, lâmpadas LED, entre outros, precisam ser avaliadas para que possam nos ajudar a, eventualmente, criar políticas para esses e outros equipamentos que se demonstrarem viáveis. A pesquisa anterior serve como referência para essa nova pesquisa, para avaliar algo que tenha demonstrado alguma diferença, seja ela aumentada ou diminuída, mas o foco hoje é continuar aquele trabalho, de 2005, atualizando e agregando novos equipamentos. Esse é o grande ganho dessa pesquisa.

Procel Info: Na sua avaliação, considerando os dados obtidos, em quais áreas podem ser implementados projetos de eficiência energética nos próximos anos?

Luciano Giovaneli: Existem diversos equipamentos novos que são uma página em branco para nós, para o nosso planejamento, e existem aqueles clássicos, que nunca vão sair de pauta por terem expressivo consumo de energia, por exemplo, o ar-condicionado, o refrigerador. A questão das lâmpadas também é bem sensível, pelo volume de lâmpadas no país. Se você pegar sete lâmpadas por residência, multiplicado pelo número de residências, você está falando de um parque de cerca de 500 milhões de lâmpadas. Então as lâmpadas são um item em que sempre vamos ter que atuar. Mas agora, também agregando a esses clássicos, os novos equipamentos, como celular, modem de internet, mesmo o ar-condicionado, você vê as novas tecnologias, como a penetração do Inverter no mercado. A parte de edificação está muito mais detalhada. Nós fizemos perguntas-chave, por exemplo, sobre a envoltória da edificação, se tem toldo, veneziana...nós também consideramos a arquitetura, a edificação, dentro desse processo, e nessa pesquisa esse tema está bem mais detalhado.

Procel Info: Então você acredita que a área de edificações também pode ser foco de novos projetos?

Luciano Giovaneli: Sim. Principalmente as envoltórias das edificações, além claro dos equipamentos clássicos, como o ar-condicionado, as lâmpadas, com certeza serão foco de estudo. Cabe destacar que os novos equipamentos que estão chegando também serão, porque hoje nós temos os dados que precisávamos para fazer as análises.

Procel Info: Agora vocês têm as informações para entender esse novo cenário.

Luciano Giovaneli: Isso. Qualquer área de planejamento só consegue ser bem-sucedida se tiver informações atualizadas. Sem uma base de dados atualizada, fica muito difícil fazermos um planejamento. Com certeza, esse trabalho vai auxiliar a todos que se dedicam ao tema da eficiência energética.

Procel Info: Você acredita, então, que essas informações serão úteis para vários segmentos?

Luciano Giovaneli: O setor governamental, o produtivo, o comercial , ou seja, tanto aqueles que produzem os equipamentos, assim como os que vendem certamente terão interesse nesses dados. Tem também a academia, quantos alunos, quantos teses de mestrado e doutorado vão poder utilizar essa ferramenta? Quantas pesquisas surgirão? Com certeza vai alcançar muita gente. Esse tipo de trabalho é essencial.

Procel Info: Em relação aos hábitos de consumo de energia, vocês conseguiram identificar alguma mudança de comportamento? Houve alguma avaliação positiva no sentido de conservação de energia?

Luciano Giovaneli: Os hábitos são perguntas que têm respostas gigantescas. Quando nós perguntamos, por exemplo, quando você usa o chuveiro, que horas você liga, para entender de quanto tempo é o banho... a parte dos hábitos é muito grande. Nós temos uma massa gigante de dados. Por ser tão recente, nós ainda vamos nos debruçar sobre eles para fazer essa avaliação, se houve alguma mudança positiva nos hábitos, se não houve. Temos muita informação para analisar. E agora que conseguimos finalizar esse trabalho é que vamos conseguir nos dedicar, para esmiuçar os dados. Mas hoje nós já conseguimos cumprir uma importante etapa.
Após a divulgação da PPH, o Procel analisará os dados que podem subsidiar os futuros projetos do programa

Procel Info: Além desses dados que vocês já apresentaram, vai haver uma segunda parte dessa pesquisa com informações mais detalhadas sobre esses hábitos?

Luciano Giovaneli: Agora iniciaremos a fase de transformar os dados em informação. O dado isolado é só um dado. O dado combinado é informação. Nós vamos começar agora a etapa de gerar informação. A etapa dos dados nós já completamos hoje. Provavelmente nós vamos eleger alguns focos de interesse do Procel, vamos trabalhar com parcerias, e pode ser que surjam outros focos e temas de outras instituições. Então, agora nós estamos nessa fase de escolher em quais temas e em quais focos de trabalho nós vamos nos concentrar daqui para frente.

Procel Info: As informações serão divulgadas posteriormente para o setor?

Luciano Giovaneli: Todo o trabalho que o Procel faz tende a ser finalizado com uma publicação, que é de domínio público, e todos vão poder utilizar essa publicação.

*Luciano Giovaneli é Arquiteto e Urbanista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialização em Projetos Urbanos. Desde 2010, pertence ao quadro de funcionários da Centrais Elétricas Brasileiras S/A (Eletrobras), no âmbito do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
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