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Assunto: Panorama Nacional - 29.08.2016
23.09.16
|
Uso inadequado do chuveiro elétrico pode impactar fortemente na conta de energia
Rio de Janeiro - Segundo especialista, consumo do equipamento é similar ao de cinco ferros elétricos

Especialista aponta como uso correto do
chuveiro elétrico ajuda a economizar na conta

Fabrício Alves, para o Procel Info
Rio de Janeiro – Nos dias mais frios, o uso do banho quente é inevitável. Porém, essa prática tem um grande impacto da conta de energia elétrica, e, se não houver cuidado, esse custo pode chegar perto da metade do valor da conta de uma residência com consumo médio de 200 kWh por mês. E o uso inadequado, além do impacto na fatura de energia, também afeta outros insumos, como água e gás, que juntos podem aumentar o prejuízo no bolso do consumidor.

De acordo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a potência do chuveiro no modo inverno (quente) varia de 4.500 a 6.000 kW e equivale a R$ 4,50 a hora. Por ser um dos aparelhos que mais gasta energia, o consumidor deve ter disciplina com o tempo de uso e na opção adequada, com consciência e medidas rotineiras.

O cálculo do gasto de um chuveiro elétrico com a potência de 5.500W utilizado por uma família formada por quatro pessoas, em média, consome mensalmente aproximadamente 110 kWh, se cada um tiver o tempo de 10 minutos da sua utilização. Isto, na conta de energia, chega a R$ 78,10, se levar em consideração o custo de R$ 0,71 o kWh.

“Se substituirmos o chuveiro por outro com potência de 4.500W ou utilizarmos na opção outono o consumo reduz para 90 kWh/mês, ou seja 18%. Se além disso, for reduzido o tempo de banho de dez para sete minutos, o consumo cai para 63 kWh/mês. As duas ações conjugadas, em relação à situação inicial, reduzem o consumo em 43% e o valor da conta diminui R$ 33,37”, diz o Coordenador de Planejamento de Gestão e Eficiência Energética da Light, Antonio Raad.

O comportamento do usuário pode significar muito na fatura de energia. O ideal é que durante a utilização evite-se que o chuveiro esteja ligado todo o tempo na hora de, por exemplo, usar o sabonete. Diminuir o tempo de banho também é uma ação inteligente do consumidor. A redução de dez minutos para sete, economiza 30% do consumo. “Neste caso, tempo é dinheiro”, alerta Antonio.

Ele informa que, quando não está muito frio, a troca da fase de modo inverno para o modo verão se economiza 40% do consumo, justamente pela diminuição da potência do aparelho. A redução do volume de água também influencia bastante.
“Apenas com a mudança de hábito no uso do chuveiro é possível reduzir em até 30% o consumo de energia elétrica”

O ideal é que seja um volume intermediário, pois, mesmo que se faça a mudança de fase, o banho vai continuar agradável e não terá consumo maior de energia.

Antônio reitera que o chuveiro elétrico é o equipamento de maior potência em uma residência e, segundo ele, é igual ao consumo de cinco ferros elétricos ligados ao mesmo tempo.

“Imagina se tem um equipamento de 5.000 W: Você soma todos os equipamentos da sua casa e não vão chegar a essa potência. É muito alto. Mesmo com o tempo curto de uso, acaba pesando no consumo”, diz ele.

Segundo Antônio, o ideal é que o consumidor mude o chuveiro elétrico para o eletrônico, o qual tem a regulagem de ajuste fino de temperatura, controlando a potência do aparelho. Esses equipamentos que antes custavam cerca de R$ 350 a R$ 400, hoje se encontram mais baratos, valendo a R$ 70 a R$ 80 no mercado, e é uma iniciativa para o controle da conta de energia. O coordenador da Light também orienta que o investimento nos controles de temperatura acoplado ao chuveiro é outra boa alternativa. Segundo ele, o equipamento é de fácil instalação e cumpre o papel de chuveiro eletrônico. Entretanto, o ideal, diz Antônio Raad, é o investimento no aquecedor solar.

“Seria o ideal, pois a alteração é drástica. O aquecedor solar, como ele também tem um boiler, vai usar uma resistência, mas só para os dias que não têm muito sol. Mas é muito pouco o consumo. Quem tem mais dinheiro, invista em aquecimento solar. Já tem equipamentos de vários tipos e muitas empresas especializadas”, garante ele.

A qualidade do chuveiro também é importante na economia do uso do equipamento eletrônico. O comprador deve se atentar ao comprar equipamentos, buscando por aqueles classificados como nível A na etiqueta do Inmetro ou que possuam o Selo Procel, garantindo boa eficiência energética. Outro ponto importante é a instalação do equipamento. Um equipamento mal instalado, sem aterramento, ou proteção DR, pode acarretar um choque elétrico e até um incêndio, danificando o produto ou até colocando vidas em risco. Para o chuveiro elétrico, o correto é que se tenha um circuito independente, ou seja, exclusivo para o chuveiro. Se a instalação elétrica existente permitir, e a tensão do equipamento, claro, deve-se analisar sua instalação em 220 volts, respeitando a bitola adequada da fiação.

“Além disso, deve-se evitar mudar a posição da chave com o chuveiro funcionando. Ou faça antes de ligá-lo, ou feche a torneira, espere desligar totalmente a carga e depois altere”, orienta Antônio.

Geralmente, em lugares mais frios, não pode ser qualquer chuveiro. O ideal é que sejam equipamentos apropriados para estas regiões que necessitam de uma potência maior.

Ultimamente, os chuveiros híbridos têm sido um grande atrativo ao consumidor. Com o pré-aquecimento da água, o banho é agradável e a redução do consumo de energia é considerável, comparado aos convencionais, devido a uma placa embutida dentro dele.

Medidas e novas alternativas para o consumo

Enquanto o chuveiro elétrico tem forte impacto na conta de energia, engenheiros e pesquisadores procuram novas saídas para a economia de energia e de água. No ano passado, o engenheiro Gelson Onir Passetti concluiu o projeto de um chuveiro inteligente que reduz em até 78% o consumo de energia. O trabalho foi tema de seu mestrado, desenvolvido no Departamento de Automação e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina. Gelson, conta o seu professor e orientador do projeto, Julio Elias Normey-Rico, quem convenceu o engenheiro ao tema.

“Eu gostei muito da proposta e comecei a pesquisar mais a fundo os assuntos de energia solar e otimização energética, além de buscar informações mais recentes sobre automação de sistemas de pequeno porte. Com o andamento do estudo, conseguimos elaborar um rascunho do sistema que queríamos montar e como iríamos controlar toda a planta”, diz Gelson.

A ideia era a otimização de energia, contribuindo na sua eficiência e criando uma alternativa de aquecimento de água utilizando a energia solar. Com isso, foi necessário o uso de fonte limpa de energia. Gelson acrescenta que o projeto seria automatizar o controle de água, evitando o seu desperdício sem que o usuário precise usar regulagem de registros. Sendo assim, elevando o conforto do consumidor com a temperatura desejada.

O protótipo utiliza três placas planas solares, aquecendo a água e logo seguindo para o boiler. Quando a água chega ao chuveiro, ela cai na temperatura desejada pelo usuário. Em comparação com um projeto de planta solar ou um aquecedor a gás, o projeto evita o desperdício do volume de água acumulado no encanamento do chuveiro, economizando 3,1 litros em cada banho.

“Além da vantagem econômica a longo prazo, o usuário também estaria investindo em um equipamento que traria mais conforto ao seu banho - visto que o sistema teria controle automático de vazão e temperatura - e que o sistema é mais sustentável que os que temos atualmente”, completa Gelson.

O protótipo em funcionamento e os testes realizados podem ser conferidos neste link , postado pelo próprio Gelson.
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