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Assunto: Panorama Nacional
08.01.20
|
Atualização bem-vinda
Rio de Janeiro – Agentes do setor elétrico, da indústria e do comércio avaliam de maneira positiva os novos dados apresentados pela Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso de Equipamentos Elétricos

Débora Anibolete, para o Procel Info
Rio de Janeiro – O Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel) divulgou, recentemente, a Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso de Equipamentos Elétricos (PPH) na Classe Residencial de 2019. As informações foram reunidas após um trabalho de campo em mais de 18 mil residências de todo o país, considerando, entre outros critérios, a classificação econômica. O resultado foi uma base de dados contendo informações detalhadas sobre os equipamentos utilizados e os novos hábitos de consumo de energia elétrica dos brasileiros. Entre os representantes do setor, a avaliação sobre a PPH 2019, que sucede o estudo feito em 2005, é bastante positiva. De forma geral, a opinião é que a atualização desses dados vai auxiliar em toda a cadeia, desde a fabricação de equipamentos até os aspectos regulatórios do setor.

Para a coordenadora de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia (MME), Samira Sana Fernandes de Sousa, a pesquisa serve de parâmetro para as próximas ações da pasta, considerando que apresenta uma imagem atual dos lares brasileiros. Além disso, a coordenadora do MME destaca que a base de dados da PPH poderá nortear futuras campanhas de conscientização da população sobre conservação de energia elétrica nas residências, uma vez que revelou quais meios de comunicação os brasileiros mais usam para se informar.

“A própria pesquisa foi usada para saber como a população hoje acessa a informação, que tipo de meio [de comunicação] as pessoas gostam mais de utilizar; então, para nós vai ser bastante interessante. Uma base muito importante para elaborarmos novas políticas”, avalia Samira Sousa.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que auxilia o governo no planejamento do setor, também considera a realização da pesquisa atual um ganho. “Sem dúvida, vai ser fundamental para a melhoria das nossas análises do planejamento energético”, afirma o consultor técnico da EPE, Arnaldo Júnior. Segundo ele, a entidade passará a utilizar a nova base de dados para viabilizar suas pesquisas, considerando que os dados mais próximos da realidade atual dos brasileiros trarão mais fidelidade aos estudos.

“Eu vejo como fundamental esse trabalho porque as nossas bases de dados, todo o nosso tratamento do setor residencial era feito com base na pesquisa de 2005, e a atualização dessa base de dados faz com que a qualidade da abertura por equipamentos da nossa análise do setor residencial seja muito maior. Essa é uma pesquisa que nós esperávamos há muito tempo. Nós já tivemos algumas interações com o pessoal [do Procel] para entendermos como é essa estrutura, que vai gerar um ganho de qualidade enorme para o nosso trabalho. Eu acho importantíssimo tanto para a eficiência energética quanto para o próprio planejamento do setor elétrico”, destaca o consultor técnico.
Dados da pesquisa vão auxiliar na formulação de políticas públicas do setor elétrico e no desenvolvimento de medidas para combater o desperdício de energia

Na qualidade de representante da Light Serviços de Eletricidade, Brisne Vasquez explica que a pesquisa auxilia as ações de redução do desperdício de energia, um dos grandes desafios enfrentados pela distribuidora, que é responsável pelo fornecimento de energia na cidade do Rio de Janeiro e em outros 30 municípios do estado. Ela considera que entender os hábitos dos clientes residenciais é essencial para a empresa, e que é preciso utilizar os meios de comunicação apontados na pesquisa para conscientizar mais os consumidores e fazê-los entender que eficiência energética está diretamente relacionada à economia financeira.

“A pesquisa foi feita para a área residencial, que é o percentual maior de nossa área de concessão, a energia maior que nós temos, mais ou menos 40% a 45% é da residencial. Esse estudo vai ajudar muito, não só na minha área, como na área de engenharia para eficiência energética, para fazer projetos voltados a essa linha, para conseguir diminuir a perda [de energia] que hoje é o nosso maior problema”, explica Brisne Vasquez, que atua na área de Planejamento de Mercado da Light.

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Indústria, comércio e serviços

A PPH 2019 mostrou um retrato atual de quais equipamentos são mais utilizados em quais regiões do país, apontando quais foram as novas tecnologias inseridas nos domicílios brasileiros e quais foram abandonadas nos últimos anos.

O consultor de Eficiência Energética, Ricardo Bezamat, que presta serviço para a Confederação Nacional do Comércio (CNC), considera o estudo válido para o setor que representa. Ele afirma que, ainda que a pesquisa tenha se restringido ao consumo de energia residencial, é possível utilizar as informações como base também para o comércio, principalmente, as informações detalhadas de cada região do país.

“Hoje em dia os equipamentos estão evoluindo, iluminação, outros tipos de consumidores eletrointensivos e nós encontramos todos eles no setor comercial também. Principalmente climatização, envoltória e iluminação, são muito parecidos com que estamos vendo no setor residencial e vamos procurar trazer para o comercial também”, explica Bezamat.

O diretor técnico da Associação Brasileira de Empresas de Conservação de Energia, Alexandre Moana, considerou que o número de questões aplicadas no questionário da PPH (411 perguntas com 4000 possibilidades de respostas) foi um dos ganhos da pesquisa, pois permitiu um panorama bastante completo do consumo de energia elétrica no país. Ele destaca que alguns resultados surpreenderam, pois eram diferentes das avaliações feitas pela associação. Dessa forma, ele considera que o mapeamento é importante para direcionar corretamente a execução de novas ações de eficiência energética.

“[Surprendeu] a continuidade da [lâmpada] incandescente, que nós pensávamos que já estaria extinta a essa altura, e o aparelho de ar-condicionado [...] Então, o surgimento do ar-condicionado, que nós sabíamos que já estava acontecendo, até pela mudança no horário de ponta novo, aqui ele ficou materializado. O ar-condicionado entrou em locais que nós não imaginávamos e com uma potência maior até do que imaginávamos para esse novo uso final residencial. Isso é relativamente novo no país”, ressalta Moana.
Informações da PPH 2019 poderão ser úteis para os fabricantes entenderem as reais necessidades do consumidor brasileiro em relação aos eletrodomésticos

A metodologia aplicada e abrangência da pesquisa também foi avaliada positivamente pela indústria. É o que afirma Toshio Murakami, responsável pela área de Relações Institucionais da fabricante de aparelhos de ar-condicionado Midea Carrier e vice-presidente da Eletros, associação que congrega os principais fabricantes de eletrodomésticos do Brasil. Para ele, os dados poderão ser úteis para a indústria de variadas formas, como a logística reversa, mas, principalmente, para entender o que o consumidor brasileiro está demandando atualmente em relação aos eletrodomésticos.

“Um exemplo prático, que ficou evidente com o que nós vimos [na pesquisa], é que é possível fazer um aparelho [de ar-condicionado] com uma capacidade menor, porque hoje os ambientes são menores e nós vimos como esses produtos são distribuídos hoje no Brasil. São várias informações válidas. Eu acho que vamos nos sentar para analisar todos esses dados. Nós vimos uma qualidade muito grande de números que podem embasar não só as ações futuras da nossa empresa individualmente, mas dentro da associação”, avalia.

O gerente do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), Marcel Siqueira, corrobora essa visão, destacando que um dos grandes ganhos desta edição da pesquisa será permitir que o setor industrial possa atender de forma mais eficiente o consumidor residencial.“A indústria pode entender melhor como pode ser a produção de equipamentos, como pode melhorar a eficiência, a penetração do equipamento mais eficiente no mercado, entender melhor o perfil desse usuário e onde ele está localizado para que sejam adotadas estratégias conjuntas não só do governo, mas também com a indústria, que no final também está desenvolvendo todo o seu parque produtivo para melhor atender o consumidor. Então é uma forma também de nós interagirmos com a indústria e ter algo muito alinhado para que o consumidor seja beneficiado”, afirma Marcel Siqueira.

As informações completas sobre a Pesquisa de Posse e Hábitos de Uso de Equipamentos Elétricos (PPH), na Classe Residencial de 2019 podem ser consultadas neste link . Já a série histórica, com todas as edições da PPH estão disponíveis neste link .
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