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Assunto: Indústria
02.05.19
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Programa Aliança leva eficiência energética para grandes indústrias
Rio de Janeiro – Programa da CNI, com apoio técnico e financeiro do Procel, terá investimento inicial de R$ 10 milhões em ações para otimizar o uso da energia e aumentar a competitividade das empresas. Terceiro ciclo vai contar com ações em 24 plantas industriais

Tiago Reis, para o Procel Info
Rio de Janeiro – Vinte e quatro grandes indústrias devem aderir nos próximos meses ao terceiro ciclo do Programa Aliança. O projeto, idealizado pela Confederação Nacional da Indústrias (CNI), em parceria com a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace), Ministério de Minas e Energia, Eletrobras – por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) – e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), tem como meta aumentar a competitividade da indústria brasileira com ações de eficiência energética. Para essa fase, serão investidos inicialmente R$ 10 milhões, para a elaboração e execução dos projetos para mitigar o consumo de energia elétrica. O valor será parcialmente financiado pelo Procel, através do Plano de Aplicação de Recursos (PAR 2018/2019), e o restante será aportado pela indústria participante.

Por meio de acordos voluntários, as indústrias interessadas recebem consultorias de especialistas da CNI, Procel e UFCG para a implementação de medidas para a redução do consumo de energia. Para a execução dos projetos aprovados, as indústrias vão contar, neste novo ciclo, com pelo menos R$ 10 milhões para aplicar nos processos que consomem grande quantidade de energia. Diferentemente das etapas anteriores, quando indústria e entidade parceira dividiam igualmente os custos, desta vez o Procel vai financiar até 40% de cada projeto, com o restante do aporte sendo feito pela indústria participante.

Segundo Rodrigo Garcia, especialista em energia da CNI, as indústrias que assinam o acordo voluntário do Programa Aliança têm uma meta de melhorar em pelo menos 5% a eficiência energética das suas instalações, assumindo o compromisso de incluir no próximo orçamento os recursos necessários para a implementação das ações identificadas pela consultoria durante a fase de avaliação energética. O executivo destaca que, nas edições anteriores do programa, foram identificados ganhos significativos em eficiência nas áreas térmicas e de combustíveis. “Os maiores ganhos estão acontecendo na parte térmica e de combustíveis, principalmente o gás natural, em que a economia foi maior que a meta estipulada. Sistemas de bombas, motores e ventiladores apresentaram ganhos de menor escala, de 3 a 5%, mas são significativos do ponto de vista financeiro, já que a energia elétrica é muito mais cara em comparação com os demais combustíveis”, explica Garcia.

Iniciado em 2014, o Programa Aliança já realizou trabalhos em 14 indústrias energointensivas dos setores siderúrgico, químico, papel e celulose, cimento, mineração e automotivo. No primeiro ciclo, em 2015/2016, foram financiados projetos na unidade da montadora General Motors (GM), em São Caetano do Sul-SP, e na unidade de Suzano-SP, da indústria química Clariant. Cada projeto teve investimento de R$ 500 mil, sendo 50% financiado pela Embaixada do Reino Unido, e o restante pelas indústrias.
Recursos do Procel vão financiar até 40% dos projetos de eficiência energética de indústrias com alto consumo de energia elétrica

Já no segundo ciclo, entre 2017 e 2018, o número de fábricas que aderiram ao programa passou para 12. Contando com apoio do Procel a partir dessa fase, o valor de cada projeto permaneceu em R$ 500 mil, sendo metade do Procel e o outros 50% das indústrias. Para Rodrigo Garcia, a chegada do Procel foi essencial para o crescimento do Programa Aliança. “O Procel foi fundamental nesse processo. A participação do Procel, com todo o seu conhecimento, foi mais que fundamental para o sucesso dessa nova fase do programa. O apoio financeiro do Procel para identificar as oportunidades de eficiência energética está alinhado ao que existe de mais moderno e de maior sucesso em todo o mundo no de diz respeito à implementação de ações de eficiência energética. Quando a gente traz o Procel Indústria para participar do programa, a gente traz toda uma dinâmica para que a eficiência energética possa acontecer”, afirma o executivo.

Neste ciclo, que ainda está em andamento, participam 12 plantas industriais das empresas Acelor Mittal, Aperam, CSN, Gerdau e Vallourec (siderurgia), Anglo American, Nexa e Rima Industrial (mineração) , CSN Cimentos (cimento), Suzano (Papel e Celulose), e Oxiteno (química). Nesta fase, a CSN e a Nexa participaram com duas fábricas cada. Até o momento, o segundo ciclo recebeu, até o mês de março, investimentos de R$ 8,39 milhões. Dados preliminares em projetos já implementados e validados apontam uma economia de energia de R$ 87 milhões, com uma redução na demanda de energia de 122 GWh, o equivalente ao consumo de uma cidade de 43 mil habitantes durante um ano. Em relação à energia térmica, a economia foi de 2,3 GJ (Gigajoule), volume semelhante ao consumo anual de gás de cerca de 500 mil residências. Em relação à emissão de gases de efeito estufa, o segundo ciclo evitou a emissão de 22,3 mil toneladas de CO2.

Rodrigo Garcia ressalta que o grande diferencial do Programa Aliança em relação a outros programas destinados a promover eficiência energética na indústria é a adoção dos acordos voluntários. Para ele, esse tipo de medida mostra o compromisso das indústrias para implementar de fato as medidas e procedimentos recomendados pela consultoria. Pelas regras do programa, as indústrias que não cumprirem os termos do acordo terão que devolver o valor investido pelo Procel.

Programa atrai novas indústrias

O sucesso dos dois primeiros ciclos do Programa Aliança começa a chamar a atenção de outros segmentos da indústria. O executivo da CNI afirma que a assinatura dos novos acordos voluntários e a divulgação das 24 indústrias que farão parte do terceiro ciclo devem ocorrer até o final deste ano. Ele ressalta que o trabalho de divulgação com as empresas mostrou que é possível obter ganhos significativos na gestão de energia com um investimento relativamente baixo, medida que, no atual cenário econômico do país, aumenta a competitividade da indústria brasileira. “Para o momento atual, esse é o melhor investimento para a indústria, já que pelo cenário econômico é pouco viável uma indústria fazer um grande investimento em eficiência energética se ela não vai poder utilizar todo o potencial produtivo da planta industrial”, ressalta.
Ações do Programa Aliança resultaram em uma economia de 122 GWh, o equivalente ao consumo de uma cidade de 43 mil habitantes durante um ano

A CNI tem como meta alcançar as 100 maiores unidades industriais energointensivas do país até 2021. Além disso, o Programa Aliança pretende reduzir em R$ 500 milhões os custos operacionais do setor e identificar oportunidades de investimentos da ordem de R$2,5 bilhões no período.

“Dentro da perspectiva do Programa Aliança, ele tem sido um grande sucesso, já que o tempo de payback é bastante curto, com pouco investimento e retorno alto, cuja medida essencial é a mudança de processos e a otimização da utilização da energia elétrica. E a razão do sucesso é o baixo investimento, que reduz custos e aumenta a competitividade. Por isso, para que a gente possa ter um programa de eficiência energética de sucesso no cenário econômico que nós temos, o foco é aumentar a produtividade. Por isso, o Programa Aliança é um sucesso”, conclui Garcia.
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