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Assunto: Panorama Nacional
10.02.17
|
Museu Light da Energia busca alcançar novos públicos
Rio de Janeiro – Com recursos do Programa de Eficiência Energética, espaço ganha novas ambientes em sua mostra permanente
João Dalla, para o Procel Info
Arquivo Light
Rio de Janeiro - Acender a luz parece uma tarefa simples: basta apertar um interruptor e o problema está resolvido. E carregar a bateria do celular? Um carregador e uma tomada são o suficiente para utilizar o aparelho por algumas horas. Para mostrar que por trás de atividades cotidianas existe uma dinâmica muitas vezes desconhecida, a Light - concessionária de energia elétrica presente em 31 municípios do estado do Rio de Janeiro - construiu o Museu Light da Energia.

Inaugurado em 2012, no centro da capital fluminense, o espaço foi modernizado recentemente e ganhou novas atrações. Além de abordar sobre o processo que a energia elétrica percorre desde sua geração até a chegada às residências, o museu explora outros temas relacionados à eletricidade. Eficiência energética, sustentabilidade, furto de energia e os perigos da rede elétrica também são assuntos expostos durante o trajeto percorrido pelos visitantes.

Segundo o gerente do Instituto Light e do Centro Cultural Light, Luis Felipe Younes do Amaral, o Museu da Energia está em constante transformação. Ao longo dos anos, além de novas atrações, o espaço passou por alguns ajustes. No entanto, a última atualização no circuito foi a mais significativa, porque trouxe uma mudança no aspecto visual do museu e um aprimoramento da linguagem. O objetivo com a modernização é ampliar o público-alvo.

“Quando nós inauguramos o museu, em 2012, a proposta era um pouco mais infantil e focada em crianças. Ao longo do tempo, nós percebemos um amadurecimento da nossa abordagem e que existe um público infanto-juvenil com um interesse muito grande, principalmente os jovens, que levam isso para a realidade deles porque já têm uma formação um pouco mais desenvolvida, então, isso já faz mais sentido na vida deles. É como se o museu tivesse crescido, mas sem deixar de ser lúdico e didático”, explica o gerente da concessionária.

As mudanças não foram realizadas sem pesquisa. Museus nacionais, como o de Ciências e Tecnologia da PUC-RS e o Museu da Eletricidade do Grupo CEEE, além de espaços internacionais, como o Museu da Eletricidade EDP (em Lisboa) e outros localizados em Paris, Londres, Munique e Porto, foram visitados pela equipe da Light com o intuito de descobrir novas formas de abordar o assunto.
'Sustentabilidade, preservação dos recursos naturais, combate ao desperdício de energia e às ligações clandestinas são temas abordados pelo museu'

“Basicamente, quando nós visitamos outros museus o que nós tentamos observar é a maneira de abordar. Não fazemos pesquisa sobre o tema porque nós temos especialistas da empresa e fontes de informação para isso. Nós, na verdade, observamos a maneira de se tratar espaços interativos nos museus modernos, como esse nosso. Os temas e as preocupações são, basicamente, as mesmas. A única diferença é que na Europa não se tem um problema muito grave que nós temos aqui, que é o furto de energia”, conta Luis Felipe.

Esses e outros conhecimentos aplicados ao Museu Light da Energia deixam o espaço mais interativo e dinâmico. Os visitantes não apenas observam as exposições, mas participam ativamente durante todo o percurso, muitas vezes, auxiliados pela tecnologia. Para explorar tudo que o local tem para oferecer é necessária a interação entre as pessoas e o ambiente, desse modo, as informações ao longo do trajeto são recebidas de uma forma não tradicional o que facilita a absorção do conteúdo.

Mesmo com a interatividade, o museu não abandona completamente a história. Medidores de energia ficam expostos em vitrines e mostram a transformação desse objeto até a chegada do medidor inteligente, que é para onde essa tecnologia está evoluindo. Essa união entre diferentes abordagens é um dos aspectos que diferencia o circuito dos demais.

Para Luis Felipe, a mudança na forma de transmitir o conteúdo se deve a transformação dos museus. “Os museus mudaram e estão mudando. Hoje, o museu não é mais aquele ambiente onde você vê só a história, onde você vê acervo. O museu é muito mais do que isso. Se você andar por museus do Rio de Janeiro e do mundo, você vai ver uma mistura de história com experiências, tratando de algum tema que pode ser mais reflexivo, e uma parte que vai te remeter ao futuro”, afirma o gerente da Light.

A proposta do espaço é outro aspecto que pode influenciar na abordagem de um tema. O circuito da Light, por exemplo, não é tão focado no passado, mas voltado para o presente e futuro.

Desde quando foi inaugurado, o Museu Light da Energia já recebeu 70 mil visitantes, sendo que cerca de 90% desse público é formado por professores e, principalmente, estudantes. O funcionamento do sistema elétrico e o caminho que a energia percorre até chegar às residências são assuntos que costumam ser muito técnicos. O segredo para deixar esses temas mais atraentes e compreensíveis para esse público-alvo está na ludicidade, segundo Luis Felipe Younes do Amaral.

“Eletricidade e energia elétrica, de fato, não são temas fáceis, principalmente para um jovem que ainda está no processo de construção da sua formação. Então, como é que nós transformamos um assunto, de certa forma, árido em uma linguagem didática que encante e impacte? Uma das maneiras é tratar o tema com experiências sensoriais de forma que haja esse envolvimento. Não é só passar a informação, ele tem que experimentar a informação de forma muito didática e lúdica. É pegar aquela informação bruta e transformar em uma coisa bem tranquila, no alcance do conhecimento desse público e fácil de entender”, ressalta o gerente da Light.



Para comprovar que esse método funciona, Pedro Victor Cerqueira, de 10 anos, conta o que aprendeu depois que passou pela maquete “Caminhos da Energia”, construída com peças de Lego. “Uma coisa que eu aprendi é que é melhor colocar o parque eólico perto da costa porque tem mais vento. E também que a usina hidrelétrica usa a força da água”, diz o estudante.

Mas essa não é a primeira vez que Pedro Henrique visita o museu. José Augusto Cerqueira, pai do estudante, conta quando o filho começou a se interessar pelo assunto. “Nós conhecemos o espaço a partir do Museu Itinerante instalado no Shopping Iguatemi. Com isso, [o Pedro] ficou curioso para conhecer o museu fixo. Ontem, minha esposa trouxe ele e viu algumas atividades só que não deu tempo de ver essa parte que nós vimos hoje, que é a parte mais técnica. Eu aproveitei que quem estava de bobeira era eu e trouxe ele. Foi bem interessante”.

Foram investidos na reformulação do Museu Light da Energia R$ 450 mil. Os recursos empregados na construção do circuito, na requalificação e no programa educativo vieram do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse é um recurso que as concessionárias, por regulação, devem destinar a programas de eficiência energética. Apenas os custos de manutenção do espaço são de responsabilidade da Light.

Circuito Museu Light da Energia

As visitas ao museu são realizadas com o suporte de monitores. Logo no início, os visitantes ingressam em um corredor escuro e se deparam com inúmeras tiras de LED pelo caminho. Essas fitas, que estão presas ao teto, simulam fios da rede elétrica. O objetivo nessa etapa é passar pelo local sem encostar nos LEDs. Isso mostra que, apesar de importante, a rede elétrica também pode ser perigosa, por isso são necessários alguns cuidados. O ambiente mais escuro, o som ao fundo e essa interação entre as pessoas e o cenário propiciam uma experiência mais sensorial ao público e mostram que ele está prestes a entrar em um ambiente desconhecido e pouco pensado.

Em um segundo momento, os visitantes entram em uma sala e se deparam com o mapa do Rio de Janeiro e uma bancada com botões que representam cada região onde a Light atua. Esses botões carregam informações como o número de clientes da concessionária, o faturamento bruto e a perda não-técnica (furto de energia) por região. Ao apertar um botão, a região que ele representa é acesa no mapa, com isso, os visitantes conseguem se localizar em meio às informações. Nessa etapa, o público conhece um pouco mais da atuação da empresa em 31 municípios do estado e é conscientizado sobre os problemas do furto de energia.

De acordo com Luis Felipe, o furto de energia não gera prejuízos apenas para a sociedade. Essa prática também apresenta um custo ecológico, já que quem não paga pela energia elétrica tende a consumir mais. Em algumas regiões do Rio de Janeiro, as perdas provenientes pelo furto de energia chegam a 40%, segundo o gerente da Light. Ele completa dizendo que, caso não fosse essa prática, os consumidores pagariam até 17% a menos na conta de energia.

“Nós ainda temos um desafio a mais, que é abordar o furto de energia de uma forma didática e não agressiva para os jovens. Precisamos ganhar o jovem e não espantá-lo. Então, nós temos que abordar esse tema de uma forma muito didática mas, ao mesmo tempo, fazendo com que ele reflita sobre a importância de não fazer e os prejuízos de ter um ‘gato’. Esse é um desafio e um tema que nós tratamos com muito cuidado. É bem desafiador, mas eu acho que nós estamos conseguindo fazer isso”, diz Luis Felipe.
'Com investimento de R$ 450 mil, novas atrações deixaram o espaço mais dinâmico e atraente'

Em outra sala fica exposta uma maquete construída com peças Lego onde são apresentadas duas formas de geração de energia: a hidrelétrica e a eólica. Neste terceiro momento, o público visualiza o passo a passo de como é realizado o processo de geração e distribuição de energia. No mesmo espaço, outro tema abordado é a segurança na rede elétrica. Por meio de um quebra-cabeça, os visitantes são alertados sobre os perigos de se realizar reparos na fiação por conta própria, de soltar pipa próximo a postes de luz e os riscos dos balões para a rede elétrica.

O consumo consciente também tem espaço no museu. Na área que simula uma casa, os visitantes encontram uma tela onde todos os aparelhos são ligados simultaneamente. No chão, os mesmos aparelhos são representados em botões e o público tem que se posicionar em cima deles para desligar os objetos. A ideia da brincadeira é mostrar que o conforto proporcionado pela energia elétrica não está aliado ao desperdício.

A parte histórica fica por conta da exposição de medidores de energia antigos e sua transformação ao longo do tempo. Além de todas essas experiências, os monitores fornecem informações complementares durante todo o percurso. No final do trajeto, os visitantes podem competir respondendo a perguntas sobre o que foi aprendido no museu através de um quiz. O jogo, além de testar os conhecimentos do público, contribui para a fixação do conteúdo.

Sustentabilidade

A sustentabilidade e eficiência energética não se restringem ao discurso. Na prática, o uso de lâmpadas de LED e uma iluminação mais baixa no interior do circuito contribuem para o consumo consciente dos recursos energéticos. Além disso, no teto do museu foram instaladas placas fotovoltaicas para a geração de energia solar. A energia produzida não é consumida pelo museu, mas aplicada na rede da Light. “Foram produzidos 29 MWh desde o início da operação, em outubro de 2015, sendo uma média de 1,418 MWh/mês, nos últimos 12 meses”, informa a companhia.

Serviço

O museu está localizado no Centro Cultural Light e as visitas podem ser agendadas ou espontâneas.

Endereço: Avenida Marechal Floriano, número 168, no Centro do Rio de Janeiro (próximo da estação do metrô Presidente Vargas)

Horário de funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 11h às 17h. A entrada é gratuita

Para mais informações:www.museulight.com.br

Museu Light da Energia

.Museu Light da Energia
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